{"id":1055,"date":"2023-10-17T00:30:00","date_gmt":"2023-10-17T03:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/?p=1055"},"modified":"2023-10-08T09:20:06","modified_gmt":"2023-10-08T12:20:06","slug":"a-deficiencia-e-os-varios-tipos-existentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/?p=1055","title":{"rendered":"A Defici\u00eancia e os V\u00e1rios Tipos Existentes"},"content":{"rendered":"<p>Gilson de Souza DANIEL            (Cascavel Pr Brazil)<\/p>\n<p>Qual o significado da palavra \u201cdefici\u00eancia\u201d?<\/p>\n<p>Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, defici\u00eancia \u00e9 o substantivo atribu\u00eddo a toda a perda ou anormalidade de uma estrutura ou fun\u00e7\u00e3o psicol\u00f3gica, fisiol\u00f3gica ou anat\u00f3mica. Refere-se, portanto, \u00e0 biologia do ser humano.<\/p>\n<p>Quem pode ser considerado deficiente?]<\/p>\n<p>A express\u00e3o \u201cpessoa com defici\u00eancia\u201d pode ser atribu\u00edda a pessoas portadoras de qualquer tipo(s) de defici\u00eancia. Por\u00e9m, em termos legais, esta mesma express\u00e3o \u00e9 aplicada de um modo mais restrito e refere-se a pessoas que se encontram sob o amparo de determinada legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 designado \u201cdeficiente\u201d todo aquele que tem um ou mais problemas de funcionamento ou falta de parte anat\u00f3mica, embargando com isto dificuldades a v\u00e1rios n\u00edveis: de locomo\u00e7\u00e3o, percep\u00e7\u00e3o, pensamento ou rela\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>At\u00e9 bem recentemente, o termo \u201cdeficiente\u201d era vulgarmente aplicado a pessoas portadoras de defici\u00eancia(s). Por\u00e9m, esta express\u00e3o embarga consigo uma forte carga negativa depreciativa da pessoa, pelo que foi, ao longo dos anos, cada vez mais rejeitada pelos especialistas da \u00e1rea e, em especial, pelos pr\u00f3prios portadores.<\/p>\n<p>Actualmente, a palavra \u00e9 considerada comoinadequada e estimuladora do preconceito a respeito do valor integral da pessoa. Deste modo, a substitui-la surge a express\u00e3o: \u201cpessoa especial\u201d.<\/p>\n<p>Quais os v\u00e1rios tipos de defici\u00eancia?<\/p>\n<p>A pessoa especial pode ser portadora de defici\u00eancia \u00fanica ou de defici\u00eancia m\u00faltipla (associa\u00e7\u00e3o de uma ou mais defici\u00eancias). As v\u00e1rias defici\u00eancias podem agrupar-se em quatro conjuntos distintos, sendo eles:<\/p>\n<p>Defici\u00eancia visual<br \/>\nDefici\u00eancia motora<br \/>\nDefici\u00eancia mental<br \/>\nDefici\u00eancia auditiva<br \/>\nParalisia cerebral<\/p>\n<p>Defici\u00eancia Visual<br \/>\nVis\u00e3o<br \/>\nA vis\u00e3o \u00e9 um dos sentidos que nos ajuda a compreender o mundo \u00e0 nossa volta, ao mesmo tempo que nos d\u00e1 significado para os objectos, conceitos e ideias.<br \/>\nA comunica\u00e7\u00e3o por meio de imagens e elementos visuais relacionados \u00e9 denominada \u201ccomunica\u00e7\u00e3o visual\u201d. Os humanos empregam-na desde o amanhecer dos tempos. Na realidade, ela \u00e9 predadora de todas as linguagens escritas.<\/p>\n<p>Defici\u00eancia Visual<br \/>\nDefici\u00eancia visual \u00e9 a perda ou redu\u00e7\u00e3o da capacidade visual em ambos os olhos, com car\u00e1cter definitivo, n\u00e3o sendo suscept\u00edvel de ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes e\/ou tratamento cl\u00ednico ou cir\u00fargico.<br \/>\nDe entre os deficientes visuais, podemos ainda distinguir os portadores de cegueira e os de vis\u00e3o subnormal.<\/p>\n<p>Causas da Defici\u00eancia Visual<br \/>\n\u2022 Cong\u00e9nitas: amaurose cong\u00e9nita de Leber, malforma\u00e7\u00f5es oculares, glaucoma cong\u00e9nito, catarata cong\u00e9nita.<br \/>\n\u2022 Adquiridas: traumas oculares, catarata, degenera\u00e7\u00e3o senil de m\u00e1cula, glaucoma, altera\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 hipertens\u00e3o arterial ou diabetes.<\/p>\n<p>Como identificar?<br \/>\n\u2022 Desvio de um dos olhos;<br \/>\n\u2022 N\u00e3o seguimento visual de objectos;<br \/>\n\u2022 N\u00e3o reconhecimento visual de pessoas ou objectos;<br \/>\n\u2022 Baixo aproveitamento escolar;<br \/>\n\u2022 Atraso de desenvolvimento.<\/p>\n<p>Sinais de alerta<br \/>\n\u2022 Olhos vermelhos, inflamados ou lacrimejantes;<br \/>\n\u2022 P\u00e1lpebras inchadas ou com pus nas pestanas;<br \/>\n\u2022 Esfregar os olhos com frequ\u00eancia;<br \/>\n\u2022 Fechar ou tapar um dos olhos, sacode a cabe\u00e7a ou estende-a para a frente;<br \/>\n\u2022 Segura os objectos muito perto dos olhos;<br \/>\n\u2022 Inclina a cabe\u00e7a para a frente ou para tr\u00e1s, pisca ou semicerra os olhos para ver os objectos que est\u00e3o longe ou perto;<br \/>\n\u2022 Quando deixa cair objectos pequenos, precisa de tactear para os encontrar;<br \/>\n\u2022 Cansa-se facilmente ou distrai-se ao aplicar a vista muito tempo.<\/p>\n<p>Consequ\u00eancias da Baixa Vis\u00e3o<br \/>\nPercep\u00e7\u00e3o Turva<br \/>\n\u2022 Os contrastes s\u00e3o poucos percept\u00edveis;<br \/>\n\u2022 As dist\u00e2ncias s\u00e3o mal apreciadas;<br \/>\n\u2022 Existe uma m\u00e1 percep\u00e7\u00e3o do relevo;<br \/>\n\u2022 As cores s\u00e3o atenuadas.<\/p>\n<p>Escotoma Central e Vis\u00e3o Perif\u00e9rica<br \/>\n\u2022 Funciona apenas a retina perif\u00e9rica, que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o<br \/>\ndiscriminativa, pelo que pode ser necess\u00e1ria a amplia\u00e7\u00e3o<br \/>\nda letra para efeitos de leitura;<br \/>\n\u2022 \u00c9 em geral impeditiva das actividades realizadas com proximidade dos restantes elementos ,bem como da leitura;<br \/>\n\u2022 Apresenta acuidade visual baixa (cerca de 1\/10).<\/p>\n<p>Vis\u00e3o Tubular<br \/>\n\u2022 A retina central funciona, podendo a acuidade visual ser normal;<br \/>\n\u2022 A vis\u00e3o nocturna \u00e9 reduzida, pois depende funcionalmente da retina perif\u00e9rica;<br \/>\n\u2022 Podendo n\u00e3o limitar a leitura, \u00e9 muito limitativa das actividades de autonomia.<\/p>\n<p>Patologias que conduzem \u00e0 baixa vis\u00e3o<br \/>\nAtrofia do Nervo \u00d3ptico:<br \/>\n\u2022 Degeneresc\u00eancia das fibras do nervo \u00f3ptico. Se for total, n\u00e3o h\u00e1 percep\u00e7\u00e3o luminosa.<\/p>\n<p>Alta miopia:<br \/>\n\u2022 Baseia-se num defeito de refrac\u00e7\u00e3o elevado (&gt; a 6 dioptrias), que frequentemente \u00e9 heredit\u00e1rio, associado a outros aspectos degenerativos. O risco do deslocamento da retina \u00e9 elevado, nesse caso, devem ser tomadas precau\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<\/p>\n<p>Cataratas Cong\u00e9nitas:<br \/>\n\u2022 Perda de transpar\u00eancia do cristalino, originando perturba\u00e7\u00f5es na diminui\u00e7\u00e3o da acuidade visual. A vis\u00e3o perif\u00e9rica tamb\u00e9m est\u00e1 normalmente afectada, da\u00ed existir uma grande depend\u00eancia na funcionalidade e na autonomia.<\/p>\n<p>Degenera\u00e7\u00e3o macular:<br \/>\n\u2022 Situa-se, na zona central da retina, m\u00e1cula, e constitui uma das causas mais frequentes de depend\u00eancia visual ligada \u00e0 idade. Outras patologias surgem em escal\u00f5es et\u00e1rios mais jovens (ex.: queimadura da m\u00e1cula \u2013 eclipse solar). A vis\u00e3o perif\u00e9rica n\u00e3o sofre altera\u00e7\u00f5es pelo que n\u00e3o h\u00e1 problemas na mobilidade. A vis\u00e3o central \u00e9 afectada por escotomas que podem progredir.<\/p>\n<p>Glaucoma:<br \/>\n\u2022 \u00c9 uma patologia do olho em que a press\u00e3o intra-ocular \u00e9 elevada por produ\u00e7\u00e3o excessiva ou defici\u00eancia na drenagem do humor aquoso.<br \/>\n\u2022 O glaucoma agudo \u00e9 mais raro, doloroso e normalmente implica interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica no seu tratamento.<\/p>\n<p>Outras Retinopatias<br \/>\n\u2022 Degeneresc\u00eancia da retina que poder ser heredit\u00e1ria ou n\u00e3o. Envolve perda de vis\u00e3o e consequentes problemas na mobilidade, ficando a pessoa com vis\u00e3o tubular.<\/p>\n<p>S\u00edndroma USHER<br \/>\n\u2022 Associa a retinopatia pigmentar \u00e0 patologia auditiva, afectando simultaneamente a vis\u00e3o e a audi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Doen\u00e7a de Stargardt<br \/>\n\u2022 Consiste em diversos escotomas do centro para a periferia da retina, mantendo-se quase sempre um ilh\u00e9u central de vis\u00e3o.<\/p>\n<p>O aluno deficiente visual\u2026<\/p>\n<p>Caracter\u00edsticas da Crian\u00e7a Deficiente Visual<br \/>\n\u2013 A crian\u00e7a deficiente visual \u00e9 aquela que difere da m\u00e9dia, a tal ponto que ir\u00e1 necessitar de professores especializados, adapta\u00e7\u00f5es curriculares e ou materiais adicionais de ensino, para ajud\u00e1-la a atingir um n\u00edvel de desenvolvimento proporcional \u00e0s suas capacidades;<br \/>\n\u2022Os alunos com defici\u00eancia visual n\u00e3o constituem um grupo homog\u00e9neo;<br \/>\n\u2022 Os portadores de defici\u00eancia visual apresentam uma varia\u00e7\u00e3o de perdas que se poder\u00e3o manifestar em diferentes graus de acuidade visual;<\/p>\n<p>Adapta\u00e7\u00f5es educacionais para os Deficientes Visuais<br \/>\n\u2022 A educa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a deficiente visual pode se processar por meio de programas diferentes, desenvolvidos em classes especiais ou na classe comum, recebendo apoio do professor especializado;<br \/>\n\u2022 As crian\u00e7as necessitam de uma boa educa\u00e7\u00e3o geral, somada a um tipo de educa\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com seus requisitos especiais, fazendo ou n\u00e3o, uso de materiais ou equipamentos de apoio.<br \/>\n\u2022 A educa\u00e7\u00e3o do deficiente visual necessita de professores especializados nesta \u00e1rea, m\u00e9todos e t\u00e9cnicas espec\u00edficas de trabalho, instala\u00e7\u00f5es e equipamentos especiais, bem como algumas adapta\u00e7\u00f5es ou adi\u00e7\u00f5es curriculares;<br \/>\n\u2022 A tend\u00eancia actual da educa\u00e7\u00e3o especial \u00e9 manter na escola comum o maior n\u00famero poss\u00edvel de crian\u00e7as com necessidades educativas especiais;<br \/>\n\u2022 Cabe \u00e0 sociedade a responsabilidade de prover os aux\u00edlios necess\u00e1rios para que a crian\u00e7a se capacite e possa integrar-se no grupo social.<\/p>\n<p>Princ\u00edpios da Educa\u00e7\u00e3o do Deficiente Visual<br \/>\n\u2022 Individualiza\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u2022 Concretiza\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u2022 Ensino Unificado<br \/>\n\u2022 Est\u00edmulo Adicional<br \/>\n\u2022 Auto-Actividade<\/p>\n<p>Estimula\u00e7\u00e3o dos sentidos:<br \/>\n\u2022 Estimula\u00e7\u00e3o visual<br \/>\n\u2022 Estimula\u00e7\u00e3o do tacto<br \/>\n\u2022 Estimula\u00e7\u00e3o auditiva<br \/>\n\u2022 Estimula\u00e7\u00e3o do olfacto e do paladar<\/p>\n<p>Estimula\u00e7\u00e3o visual<br \/>\n\u2022 Motivar a crian\u00e7a a alcan\u00e7ar, tocar, manipular e reconhecer o objecto;<br \/>\n\u2022 Ensinar a \u201colhar\u201d para o rosto de quem fala;<br \/>\n\u2022 Ajustar uma \u00e1rea onde a crian\u00e7a possa brincar em seguran\u00e7a e onde os objectos estejam ao alcance dos seus bra\u00e7os;<br \/>\n\u2022 O educador pode usar fita-cola de diferentes cores para contrastarem com os objectos da crian\u00e7a, de modo a torn\u00e1-los mais vis\u00edveis.<\/p>\n<p>Estimula\u00e7\u00e3o do tacto<br \/>\n\u2022 Descriminar diferentes texturas;<br \/>\n\u2022 Experimentar materiais com formas e feitios com contornos n\u00edtidos e cores vivas;<br \/>\n\u2022 Distinguir a temperatura dos l\u00edquidos e s\u00f3lidos;<br \/>\n\u2022 Mostrar como pode manipular o objecto.<\/p>\n<p>Estimula\u00e7\u00e3o auditiva<br \/>\n\u2022 Ouvir barulhos ambientais, gravadores, r\u00e1dios\u2026;<br \/>\n\u2022 Identificar sons simples;<br \/>\n\u2022 Distinguir timbres e volumes dos sons;<br \/>\n\u2022 Discriminar a diferen\u00e7a entre duas frases quase iguais;<br \/>\n\u2022 Desenvolver a mem\u00f3ria auditiva selectiva.<\/p>\n<p>Estimula\u00e7\u00e3o do olfacto e do paladar<br \/>\n\u2022 Provar e cheirar diferentes comidas (salgadas, doces e amargas);<br \/>\n\u2022 Cheirar vinagre, perfumes, detergentes, sabonetes e outros l\u00edquidos com cheiros fortes.<\/p>\n<p>Programa pr\u00e9-escolar<br \/>\nQuando em idade pr\u00e9-escolar, a crian\u00e7a deficiente visual necessita que se d\u00ea import\u00e2ncia \u00e0 \u201crapidez,\u201d para que atinja o mesmo n\u00edvel que os colegas normo-visuais.<br \/>\nPara tal \u00e9 particularmente importante que ela desenvolva :<br \/>\n\u2022 capacidades motoras ;<br \/>\n\u2022 capacidades da linguagem;<br \/>\n\u2022 capacidades discriminativas e perceptivas .<\/p>\n<p>Entrada para a escola<br \/>\n\u00c0 entrada para a escola a Crian\u00e7a D.V. deve:<br \/>\n\u2022 Compreender o seu corpo;<br \/>\n\u2022 Ter a lateralidade desenvolvida;<br \/>\n\u2022 Estar desenvolvido no Tacto;<br \/>\n\u2022 Estar desenvolvido auditivamente<\/p>\n<p>Reabilita\u00e7\u00e3o<br \/>\nA Reabilita\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial no processo de inser\u00e7\u00e3o na sociedade, dado que a redu\u00e7\u00e3o ou a priva\u00e7\u00e3o da capacidade de ver traz consequ\u00eancias para a vida do indiv\u00edduo, tanto no n\u00edvel pessoal como no funcional, colocando-o, na maioria das vezes, \u00e0 margem do processo social, seguran\u00e7a psicol\u00f3gica e nas habilidades b\u00e1sicas;<\/p>\n<p>Sala de recursos<br \/>\n\u2022 Estas salas podem estabelecer uma alternativa de qualidade se tivermos em conta determinadas caracter\u00edsticas, tais como:<br \/>\n\u2022 necessidade de um apoio individualizado;<br \/>\n\u2022 necessidade de um curr\u00edculo com objectivos funcionais;<br \/>\n\u2022 ambientes estruturados e securizantes;<br \/>\n\u2022 equipamentos e materiais espec\u00edficos;<br \/>\n\u2022 problemas de sa\u00fade graves;<br \/>\n\u2022 necessidade de gest\u00e3o de tempos espec\u00edficos.<\/p>\n<p>Curr\u00edculo escolar e a defici\u00eancia visual<br \/>\n\u2022 Os programas educativos direccionados para os deficientes visuais devem ir ao encontro das mesmas \u00e1reas e actividades que se encontram nos programas regulares(sendo feitas adapta\u00e7\u00f5es consoante as necessidades e dificuldades dos alunos).<\/p>\n<p>O refor\u00e7o pedag\u00f3gico e a coordena\u00e7\u00e3o T\u00e9cnico \u2013 Docente<br \/>\n\u2022 Ajuste do tempo ao seu ritmo de trabalho;<br \/>\n\u2022 Planifica\u00e7\u00e3o de Actividades;<br \/>\n\u2022 Adapta\u00e7\u00e3o do Processo de Avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Orienta\u00e7\u00e3o e movimenta\u00e7\u00e3o da Crian\u00e7a com D.V. no espa\u00e7o<br \/>\n\u2022 Processo prolongado e sequenciado que deve come\u00e7ar o mais cedo poss\u00edvel.<br \/>\n\u2013 As t\u00e9cnicas mais utilizadas s\u00e3o:<br \/>\n\u2022 Guia normovisual;<br \/>\n\u2022 Uso da bengala;<br \/>\n\u2022 C\u00e3o Guia;<br \/>\n\u2022 Etc.<\/p>\n<p>A aprendizagem da crian\u00e7a com defici\u00eancia visual<br \/>\n\u2022 A capacidade de aprendizagem de uma crian\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 directamente relacionada com o seu grau de vis\u00e3o;<br \/>\n\u2022 Depende do momento em que a crian\u00e7a perdeu a vis\u00e3o.<\/p>\n<p>Adapta\u00e7\u00e3o do Espa\u00e7o<br \/>\n\u2022 Ser\u00e3o necess\u00e1rias adapta\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o se a dificuldade de vis\u00e3o for acrescida de outras;<br \/>\n\u2013 Conhecer o ambiente escolar;<br \/>\n\u2013 Na sala de aula \u00e9 necess\u00e1rio:<br \/>\n\u2022 Comunica\u00e7\u00e3o Oral;<br \/>\n\u2022 Condi\u00e7\u00f5es de ilumina\u00e7\u00e3o;<br \/>\n\u2022 Organiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o e dos materiais;<br \/>\n\u2022 Estrat\u00e9gias e recursos.<\/p>\n<p>Avalia\u00e7\u00e3o Cl\u00ednica<br \/>\n\u2013 A Equipa deve ser constitu\u00edda por:<br \/>\n\u2022 Professor do Ensino regular;<br \/>\n\u2022 Servi\u00e7os Especializados de A.E.;<br \/>\n\u2022 Oftalmologista;<br \/>\n\u2022 Ortoptista;<br \/>\n\u2022 T\u00e9cnico de Reabilita\u00e7\u00e3o;<br \/>\n\u2022 Psic\u00f3logo;<br \/>\n\u2022 T\u00e9cnico de Servi\u00e7o Social;<\/p>\n<p>Avalia\u00e7\u00e3o funcional<br \/>\n\u2022 Consiste em avaliar os aspectos funcionais da vis\u00e3o e as suas implica\u00e7\u00f5es educacionais;<br \/>\n\u2022 Ocorre em contextos naturais e implica recolha de elementos relativos \u00e0 forma como a pessoa utiliza a sua vis\u00e3o em ambientes com condi\u00e7\u00f5es diferentes;<\/p>\n<p>Avalia\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u2022 A avalia\u00e7\u00e3o deve ter em conta:<br \/>\n\u2013 Idade do in\u00edcio das dificuldades visuais;<br \/>\n\u2013 Modo de progress\u00e3o da perda de vis\u00e3o- lento ou abrupto;<br \/>\n\u2013 Causa dessas dificuldades \u2013 sist\u00e9mica (ex. diabetes), ou confinada ao olho;<br \/>\n\u2013 Se a patologia \u00e9 heredit\u00e1ria, cong\u00e9nita, ou adquirida (antes dos 5 anos ou ap\u00f3s este per\u00edodo);<br \/>\n\u2013 Se o progn\u00f3stico \u00e9 estacion\u00e1rio ou evolutivo.<\/p>\n<p>\u2022 A avalia\u00e7\u00e3o para ser eficaz deve:<br \/>\n\u2013 Utilizar formas de comunica\u00e7\u00e3o que a crian\u00e7a\/jovem compreenda;<br \/>\n\u2013 Incluir objectos e materiais familiares interessantes;<br \/>\n\u2013 Apresentar esses materiais e objectos de forma contextualizada, baseada numa aprendizagem significativa e estruturada;<br \/>\n\u2013 Organizar e provocar situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem estruturada mediante a utiliza\u00e7\u00e3o de objectos e materiais, apresentados em contextos naturais.<\/p>\n<p>Defici\u00eancia Motora<\/p>\n<p>O que \u00e9 a defici\u00eancia motora?<br \/>\nDefici\u00eancia motora \u00e9 uma disfun\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou motora, a qual poder\u00e1 ser de car\u00e1cter cong\u00e9nito ou adquirido.<br \/>\nDesta forma, esta disfun\u00e7\u00e3o ir\u00e1 afectar o indiv\u00edduo, no que diz respeito \u00e0 mobilidade. \u00c0 coordena\u00e7\u00e3o motora ou \u00e0 fala. Este tipo de defici\u00eancia pode decorrer de les\u00f5es neurol\u00f3gicas, neuromusculares, ortop\u00e9dicas e ainda de mal forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quem pode ser considerado deficiente motor?<br \/>\nConsidera-se deficiente motor todo o indiv\u00edduo que seja portador de defici\u00eancia motora, de car\u00e1cter permanente, ao n\u00edvel dos membros superiores ou inferiores, de grau igual ou superior a 60% (avaliada pela Tabela Nacional de Incapacidades, aprovada pelo decreto de lei n\u00ba 341\/93, 30 de Setembro).<br \/>\nPara al\u00e9m disso, para ser titular deste nome, \u00e9 necess\u00e1rio que essa defici\u00eancia dificulte, comprovadamente, a locomo\u00e7\u00e3o na via p\u00fablica sem aux\u00edlio de outrem ou recurso a meios de compensa\u00e7\u00e3o, bem como o acesso ou utiliza\u00e7\u00e3o dos transportes p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Quem pode ser considerado portador de multidefici\u00eancia profunda?<br \/>\n\u00c9 considerado portador de multidefici\u00eancia profunda todo aquele que tenha uma defici\u00eancia motora de car\u00e1cter permanente, ao n\u00edvel dos membros inferiores ou superiores, de grau igual ou superior a 60%, e contenha, cumulativamente, defici\u00eancia sensorial, intelectual ou visual de car\u00e1cter permanente, da\u00ed resultando um grau de desvaloriza\u00e7\u00e3o superior a 90% e que, deste modo, esteja comprovadamente de conduzir ve\u00edculos autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Como pode ser comprovada a defici\u00eancia? As declara\u00e7\u00f5es de incapacidade das defici\u00eancias motora ou multidefici\u00eancia podem ser emitidas por:<br \/>\n\u2022Juntas m\u00e9dicas, nomeadas pelo Ministro da Sa\u00fade nos casos de pessoa com defici\u00eancias civis;<br \/>\n\u2022Direc\u00e7\u00f5es dos servi\u00e7os competentes de cada um dos ramos das For\u00e7as Armadas;<br \/>\n\u2022Comandos-Gerais da Guarda Nacional Republicana e da Policia de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p>Quais as causas da defici\u00eancia motora?<br \/>\nS\u00e3o v\u00e1rios os motivos que podemos encontrar na base da defici\u00eancia motora, destacando-se as seguintes:<br \/>\n\u2022 Acidentes de tr\u00e2nsito;<br \/>\n\u2022 Acidentes de trabalho;<br \/>\n\u2022 Erros m\u00e9dicos;<br \/>\n\u2022 Problemas durante o parto;<br \/>\n\u2022 Viol\u00eancia;<br \/>\n\u2022 Desnutri\u00e7\u00e3o<br \/>\n\u2022 Etc.<\/p>\n<p>Quais os v\u00e1rios tipos de defici\u00eancia motora?<br \/>\n\u2022Monoplegia<br \/>\n\u2022Hemiplegia<br \/>\n\u2022Paraplegia<br \/>\n\u2022Tetraplegia<br \/>\n\u2022Amputa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Distin\u00e7\u00e3o entre os v\u00e1rios tipos:<br \/>\n\u2022monoplegia: paralisia em um membro do corpo;<br \/>\n\u2022 hemiplegia: paralisia na metade do corpo;<br \/>\n\u2022 paraplegia: paralisia da cintura para baixo;<br \/>\n\u2022 tetraplegia: paralisia do pesco\u00e7o para baixo;<br \/>\n\u2022 amputado: falta de um membro do corpo.<\/p>\n<p>Medidas preventivas:<br \/>\n\u2022 Maior consciencializa\u00e7\u00e3o por parte das mulheres acerca da necessidade de fazer acompanhamento m\u00e9dico pr\u00e9-natal;<br \/>\n\u2022 Existirem mais pessoas treinadas no resgate de vitimas de acidentes de transito;<br \/>\n\u2022 Consciencializa\u00e7\u00e3o dos riscos da hipertens\u00e3o e da diabetes;<\/p>\n<p>O aluno portador de defici\u00eancia motora e a escola\u2026<br \/>\nDentro da sala de aula:<br \/>\n\u2022 Dever\u00e3o ocupar um lugar relativamente pr\u00f3ximo do professor<br \/>\n\u2022 Aqueles que necessitem de usar cadeira de rodas, devem ter mesas adaptadas, mais alta do que a dos colegas<br \/>\n\u2022 A incontin\u00eancia \u00e9 um dos obst\u00e1culos mais desagrad\u00e1veis, o professor dever\u00e1 estar a par do problema e explicar aos outros alunos a situa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u2022 Dever\u00e1 portanto ter em aten\u00e7\u00e3o os hor\u00e1rio de evacua\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a para que n\u00e3o surjam situa\u00e7\u00f5es embara\u00e7osas<\/p>\n<p>O papel do professor:<br \/>\n\u2022 Especializa\u00e7\u00e3o por parte do professor;<br \/>\n\u2022 Pesquisa intensiva;<br \/>\n\u2022 Inter-ajuda entre pais e professores;<br \/>\n\u2022 Ajudar na rela\u00e7\u00e3o entre os alunos;<br \/>\n\u2022 Esclarecimento do problema do aluno;<br \/>\n\u2022 Estimular o aluno;<\/p>\n<p>\u201cLutar pelos direitos dos deficientes \u00e9 uma forma de superar as nossas pr\u00f3prias defici\u00eancias\u201d J.F.Kennedy<\/p>\n<p>A escola \u00e9 muito importante para qualquer crian\u00e7a, tendo mais import\u00e2ncia ainda, para uma crian\u00e7a portadora de necessidades especiais. \u00c9 na escola que aos poucos a crian\u00e7a adquire confian\u00e7a em si mesma.<\/p>\n<p>Comportamentos que devemos evitar e que devemos promover nos alunos com defici\u00eancia motora<br \/>\n\u2022 Devemos promover o m\u00e1ximo de independ\u00eancia no \u00e2mbito das capacidades e limita\u00e7\u00f5es do aluno, mas atendendo sempre \u00e0s necessidades inerentes a cada caso de defici\u00eancia, pois cada caso \u00e9 um caso e deve-se encontrar sempre uma solu\u00e7\u00e3o espec\u00edfica adequada.<br \/>\n\u2022 N\u00e3o se deve fazer de conta que estas pessoas n\u00e3o existem, pois se o fizermos vamos estar a ignorar uma caracter\u00edstica muito importante dessa pessoa e, se n\u00e3o a virmos da forma como ela \u00e9, n\u00e3o nos estaremos a relacionar com a pessoa \u201cverdadeira\u201d, mas sim com outra pessoa que foi inventada por n\u00f3s pr\u00f3prios.<br \/>\n\u2022 Quando se conversa com um aluno em cadeira de rodas, devemo-nos lembrar sempre que, para eles \u00e9 extremamente inc\u00f3modo conversar com a cabe\u00e7a levantada, sendo por isso melhor sentarmo-nos ao seu n\u00edvel, para que o aluno se possa sentir mais confort\u00e1vel.<br \/>\n\u2022 Sempre que haja muita gente em corredores, bares, restaurantes, shopings etc e estivermos a ajudar um colega em cadeira de rodas, devemos avan\u00e7ar a cadeira com prud\u00eancia, pois a pessoa poder-se-\u00e1 sentir incomodada, se magoar outras pessoas.<br \/>\n\u2022 As maiores barreiras n\u00e3o s\u00e3o arquitect\u00f3nicas, mas sim a falta de informa\u00e7\u00e3o e os preconceitos.<\/p>\n<p>Defici\u00eancia Mental<br \/>\nIntelig\u00eancia\u2026<br \/>\nDefini\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia: \u201ccapacidade para aprender, capacidade para pensar abstractamente, capacidade de adapta\u00e7\u00e3o a novas situa\u00e7\u00f5es\u201d e \u201cconjunto de processos como mem\u00f3ria, categoriza\u00e7\u00e3o, aprendizagem e solu\u00e7\u00e3o de problemas, capacidade lingu\u00edstica ou de comunica\u00e7\u00e3o, conhecimento social\u2026\u201d(Sainz e Mayor).<\/p>\n<p>Defici\u00eancia Mental<br \/>\nConceito:<br \/>\nDefici\u00eancia mental \u00e9 a designa\u00e7\u00e3o que caracteriza os problemas que ocorrem no c\u00e9rebro e levam a um baixo rendimento, mas que n\u00e3o afectam outras regi\u00f5es ou \u00e1reas cerebrais.<\/p>\n<p>Quem pode ser considerado deficiente mental?<br \/>\nDeficiente mental s\u00e3o \u201ctodas as pessoas que tenham um QI abaixo de 70 e cujos sintomas tenham aparecido antes dos dezoito anos considera-se que t\u00eam defici\u00eancia mental.\u201d \u2013 Paula Romana.<br \/>\nSegundo a vertente pedag\u00f3gica, o deficiente mental ser\u00e1 o indiv\u00edduo que tem uma maior ou menor dificuldade em seguir o processo regular de aprendizagem e que por isso tem necessidades educativas especiais, ou seja, necessita de apoios e adapta\u00e7\u00f5es curriculares que lhe permitam seguir o processo regular de ensino.<\/p>\n<p>Graus de defici\u00eancia mental<br \/>\nEmbora existam diferentes correntes para determinar o grau de defici\u00eancia mental, s\u00e3o as t\u00e9cnicas psicom\u00e9tricas que mais se imp\u00f5em, utilizando o QI para a classifica\u00e7\u00e3o desse grau.<br \/>\nO conceito de QI foi introduzido por Stern e \u00e9 o resultado da multiplica\u00e7\u00e3o por cem do quociente obtido pela divis\u00e3o da IM (idade mental) pela IC (idade cronol\u00f3gica).Segundo a OMS, a defici\u00eancia<br \/>\ndivide-se:<br \/>\n\u2013 Profunda:<br \/>\n\u2022 Grandes problemas sensorio-motores e de comunica\u00e7\u00e3o,bem como de comunica\u00e7\u00e3o com o meio;<br \/>\n\u2022 S\u00e3o dependentes dos outros em quase todas as fun\u00e7\u00f5es e actividades, pois os seus handicaps f\u00edsicos e intelectuais s\u00e3o grav\u00edssimos;<br \/>\n\u2022 Excepcionalmente ter\u00e3o autonomia para se deslocar e responder a treinos simples de auto-ajuda.<\/p>\n<p>\u2013 Grave\/severa:<br \/>\n\u2022 Necessitam de protec\u00e7\u00e3o e ajuda, pois o seu n\u00edvel de autonomia \u00e9 muito pobre;<br \/>\n\u2022 Apresentam muitos problemas psicomotores;<br \/>\n\u2022 A sua linguagem verbal \u00e9 muito deficit\u00e1ria \u2013 comunica\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria;<br \/>\n\u2022 Podem ser treinados em algumas actividades de vida di\u00e1ria b\u00e1sicas e em aprendizagens pr\u00e9-tecnol\u00f3gicas simples;<\/p>\n<p>\u2013 Moderado\/m\u00e9dia:<br \/>\n\u2022 S\u00e3o capazes de adquirir h\u00e1bitos de autonomia pessoal e social;<br \/>\n\u2022 Podem aprender a comunicar pela linguagem oral, mas apresentam dificuldades na express\u00e3o e compreens\u00e3o oral;<br \/>\n\u2022 Apresentam um desenvolvimento motor aceit\u00e1vel e t\u00eam possibilidade para adquirir alguns conhecimentos pr\u00e9-tecnol\u00f3gicos b\u00e1sicos que lhes permitam realizar algum trabalho;<br \/>\n\u2022 Dificilmente chegam a dominar as t\u00e9cnicas de leitura, escrita e c\u00e1lculo;<\/p>\n<p>\u2013 Leve\/ligeira:<br \/>\n\u2022 S\u00e3o educ\u00e1veis;<br \/>\n\u2022 Podem chegar a realizar tarefas mais complexas;<br \/>\n\u2022 A sua aprendizagem \u00e9 mais lenta, mas podem permanecer em classes comuns embora precisem de um acompanhamento especial;<br \/>\n\u2022 Podem desenvolver aprendizagens sociais e de comunica\u00e7\u00e3o e t\u00eam capacidade para se adaptar e integrar no mundo laboral;<br \/>\n\u2022 Apresentam atraso m\u00ednimo nas \u00e1reas perceptivas e motoras;<br \/>\n\u2022 Geralmente n\u00e3o apresentam problemas de adapta\u00e7\u00e3o ao ambiente familiar e social.<\/p>\n<p>Etiologia\/Causas e factores de risco<br \/>\n\u00c9 importante alertar que, muitas vezes, apesar da utiliza\u00e7\u00e3o de recursos sofisticados na realiza\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico, n\u00e3o se chega a definir com clareza a causa de defici\u00eancia mental.<\/p>\n<p>Factores Gen\u00e9ticos<br \/>\nEstes factores actuam antes da gesta\u00e7\u00e3o; a origem da defici\u00eancia est\u00e1 j\u00e1 determinada pelos genes ou heran\u00e7a gen\u00e9tica. S\u00e3o factores ou causas de tipo end\u00f3geno (actuam no interior do pr\u00f3prio ser).<br \/>\nExistem dois tipos de causas gen\u00e9ticas:<br \/>\n\u2022 Geneopatias \u2013 altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que produzem metabolopatias ou altera\u00e7\u00f5es de metabolismo;<br \/>\n\u2022 Cromossomopatias \u2013 que s\u00e3o s\u00edndromes devidos a anomalias ou altera\u00e7\u00f5es nos cromossomas.<\/p>\n<p>Factores Extr\u00ednsecos<br \/>\nFactores extr\u00ednsecos s\u00e3o factores pr\u00e9-natais, isto \u00e9, que actuam antes do nascimento do ser.<br \/>\nPodemos, ent\u00e3o, constatar os seguintes problemas:<br \/>\n\u2022 Desnutri\u00e7\u00e3o materna;<br \/>\n\u2022 M\u00e1 assist\u00eancia \u00e0 gestante;<br \/>\n\u2022 Doen\u00e7as infecciosas;<br \/>\n\u2022 Intoxica\u00e7\u00f5es;<br \/>\n\u2022 Perturba\u00e7\u00f5es psiqu\u00edcas;<br \/>\n\u2022 Infec\u00e7\u00f5es;<br \/>\n\u2022 Fetopatias; (actuam a partir do 3\u00ba m\u00eas de gesta\u00e7\u00e3o)<br \/>\n\u2022 Embriopatias (actuam durante os 3 primeiros meses de gesta\u00e7\u00e3o)<br \/>\n\u2022 Gen\u00e9ticos.<br \/>\n\u2022 etc<\/p>\n<p>Factores Perinatais e neonatais<br \/>\nFactores Perinatais ou Neonatais s\u00e3o aqueles que actuam durante o nascimento ou no rec\u00e9m-nascido.<br \/>\nNeste caso, podemos constatar os seguintes problemas:<br \/>\n\u2022 Metabolopatias;<br \/>\n\u2022 Infec\u00e7\u00f5es;<br \/>\n\u2022 Incompatibilidade RH entre m\u00e3e e rec\u00e9m nascido.<br \/>\n\u2022 M\u00e1 assist\u00eancia e traumas de parto;<br \/>\n\u2022 Hip\u00f3xia ou an\u00f3xia;<br \/>\n\u2022 Prematuridade e baixo peso;<br \/>\n\u2022 Icter\u00edcia grave do rec\u00e9m nascido (incompatibilidade RH\/ABO).<\/p>\n<p>Factores P\u00f3s-Natais<br \/>\nFactores p\u00f3s-natais s\u00e3o factores que actuam ap\u00f3s o parto.<br \/>\nObservamos, assim, os seguintes problemas:<br \/>\n\u2022 Desnutri\u00e7\u00e3o, desidrata\u00e7\u00e3o grave, car\u00eancia de estimula\u00e7\u00e3o global:<br \/>\n\u2022 Infec\u00e7\u00f5es;<br \/>\n\u2022 convuls\u00f5es;<br \/>\n\u2022 Anoxia (paragem card\u00edaca, asfixia\u2026)<br \/>\n\u2022 Intoxica\u00e7\u00f5es ex\u00f3genas (envenenamento);<br \/>\n\u2022 Acidentes;<br \/>\n\u2022 Infesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Interven\u00e7\u00e3o Pedag\u00f3cica<br \/>\nNo desenvolvimento de um indiv\u00edduo deficiente mental, deparamo-nos com v\u00e1rias dificuldades, sendo elas:<br \/>\n\u2022 Psicomotoras;<br \/>\n\u2022 Sensoriais;<br \/>\n\u2022 Nas rela\u00e7\u00f5es sociais;<br \/>\n\u2022 De autonomia;<br \/>\n\u2022 De linguagem.<\/p>\n<p>No momento de planificar qualquer interven\u00e7\u00e3o educativa, devemos pensar nessas dificuldades e, consoante as possibilidades e limita\u00e7\u00f5es de cada indiv\u00edduo, estabelecer o programa mais adaptado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de conhecer o estado geral do seu desenvolvimento e as dificuldades espec\u00edficas apresentadas, deveremos atender tamb\u00e9m \u00e0s capacidades de aprendizagem de cada um, para evitar que os objectivos educativos n\u00e3o sejam nem demasiado exigentes, a ponto de o aluno n\u00e3o poder atingi-los, nem t\u00e3o simples, que n\u00e3o favore\u00e7am ao m\u00e1ximo o desenvolvimento das suas potencialidades.<br \/>\n\u2022Em primeiro lugar, a crian\u00e7a deficiente tem dificuldade em estruturar as suas experi\u00eancias.<br \/>\nA aquisi\u00e7\u00e3o de capacidades perceptivo-motoras n\u00e3o ter\u00e1 a mesma significa\u00e7\u00e3o que t\u00eam para a maioria dos indiv\u00edduos da sociedade a que pertencem.<\/p>\n<p>\u2022 \u00c9 dif\u00edcil comunicar com estas crian\u00e7as porque, por um lado, teremos de entrar no seu mundo de objectos e representa\u00e7\u00f5es e, por outro, no mundo das pessoas normais existe um campo de experi\u00eancias que est\u00e3o fora do alcance da crian\u00e7a deficiente.<\/p>\n<p>Esta dificuldade para estabelecer comunica\u00e7\u00e3o faz com que o tipo de educa\u00e7\u00e3o que lhes damos, deva basear-se numa s\u00e9rie de estrat\u00e9gias que permitam educar a percep\u00e7\u00e3o, motricidade e linguagem e que consistir\u00e3o no treino da capacidade para efectuar as diferencia\u00e7\u00f5es e as estrutura\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que as aprendizagens escolares possam revestir-se de significado para a crian\u00e7a e possam chegar a ser objectos, ou seja, possam fazer parte n\u00e3o apenas do seu meio ambiente mas tamb\u00e9m do seu pr\u00f3prio meio.<\/p>\n<p>\u2022 A crian\u00e7a deficiente mental n\u00e3o possui determinados meios para poder afirmar-se como pessoa e, por conseguinte, est\u00e1 sujeita a n\u00e3o ser respeitada e a ser tratada, por vezes, como um objecto. Para isso, contribui uma s\u00e9rie de factores que passaremos a referir: os pais n\u00e3o devem deixar que a crian\u00e7a n\u00e3o fa\u00e7a nada, pois isso prejudica o desenvolvimento da sua autonomia pessoal; outro aspecto em que \u00e9 preciso ajudar o deficiente mental \u00e9 na integra\u00e7\u00e3o do seu esquema corporal, pois se n\u00e3o conseguir compreender os termos que simbolizam as rela\u00e7\u00f5es espaciais, n\u00e3o poder\u00e1 compreender os sistemas convencionais que regulam a vida social e viver\u00e1 \u00e0 margem desta e muitas ocasi\u00f5es.<br \/>\n\u2022 A atitude perante o deficiente mental deve ser sempre de aceita\u00e7\u00e3o da sua pessoa tal como \u00e9; esta atitude deveria ser adoptada por toda a sociedade, mas muito especialmente por pais e educadores.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o\u2026<br \/>\nA educa\u00e7\u00e3o em casa<br \/>\nO per\u00edodo educativo, em que as crian\u00e7as est\u00e3o permanentemente em contacto com os pais ou em creches ou amas, corresponde \u00e0s primeiras etapas da sua vida, \u00e9 da maior import\u00e2ncia no seu desenvolvimento.<br \/>\n\u00c9 importante que estes recebam apoio e orienta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias sobre as possibilidades de desenvolvimento da crian\u00e7a, para que assim, possam favorec\u00ea-las desde o princ\u00edpio:<br \/>\n\u2022 o meio ambiente tem uma enorme influ\u00eancia na aprendizagem, atrav\u00e9s da estimula\u00e7\u00e3o directa ou indirecta que \u00e9 dada \u00e0 crian\u00e7a;<br \/>\n\u2022 os primeiros anos da inf\u00e2ncia s\u00e3o o per\u00edodo mais favor\u00e1vel para a estimula\u00e7\u00e3o, visto corresponderem \u00e0 fase da vida em que o desenvolvimento psicof\u00edsico \u00e9 mais acelerado;<br \/>\n\u2022 tudo o que a educa\u00e7\u00e3o pode oferecer \u00e0 crian\u00e7a nestas idades requer menor esfor\u00e7o educativo do que nas idades posteriores.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o precoce dever\u00e1 fomentar todos os aspectos do desenvolvimento, como:<br \/>\n\u2022 Motricidade;<br \/>\n\u2022 Percep\u00e7\u00e3o;<br \/>\n\u2022 Linguagem;<br \/>\n\u2022 Socializa\u00e7\u00e3o;<br \/>\n\u2022 Afectividade.<\/p>\n<p>A Educa\u00e7\u00e3o Pr\u00e9-escolar<br \/>\nAntes da integra\u00e7\u00e3o da pessoa deficiente mental na escola, \u00e9 necess\u00e1rio ter em conta os seguintes par\u00e2metros:<br \/>\n\u2022 Actua\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica orientada:<br \/>\n\u2022 Estimula\u00e7\u00e3o e motiva\u00e7\u00e3o para a aprendizagem e para actividades relacionais;<br \/>\n\u2022 Educa\u00e7\u00e3o sensoriomotora e psicomotora;<br \/>\n\u2022 Treino de autonomia e h\u00e1bitos de higiene;<br \/>\n\u2022 Educa\u00e7\u00e3o r\u00edtmica;<br \/>\n\u2022 Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o social;<br \/>\n\u2022 Educa\u00e7\u00e3o verbal elementar.<\/p>\n<p>A Educa\u00e7\u00e3o na Escola<br \/>\nA educa\u00e7\u00e3o no per\u00edodo escolar deve investir no desenvolvimento de todas as potencialidades da crian\u00e7a deficiente, com o objectivo de a preparar para enfrentar sozinha o mundo em que tem de viver.<br \/>\nNeste sentido, devem ser favorecidas todas as actividades que a ajudem a adquirir as capacidades necess\u00e1rias para se desenvolver como ser humano:<br \/>\n\u2022 Sociabiliza\u00e7\u00e3o;<br \/>\n\u2022 Independ\u00eancia;<br \/>\n\u2022 Destreza;<br \/>\n\u2022 Dom\u00ednio do corpo;<br \/>\n\u2022 Capacidade perceptiva;<br \/>\n\u2022 Capacidade de representa\u00e7\u00e3o mental;<br \/>\n\u2022 Linguagem:<br \/>\n\u2022 Afectividade<\/p>\n<p>Defici\u00eancia Auditiva<br \/>\nA audi\u00e7\u00e3o\u2026<br \/>\nA audi\u00e7\u00e3o, tal como os restantes sentidos, \u00e9 muito importante para o nosso desenvolvimento como indiv\u00edduo, como parte da sociedade.<br \/>\nJ\u00e1 antes do nosso nascimento, a audi\u00e7\u00e3o \u00e9 o primeiro sentido a ser apurado, atrav\u00e9s do di\u00e1logo da m\u00e3e com o seu beb\u00e9, dos novos sons, do conhecimento do mundo que nos rodeia.<\/p>\n<p>\u00c9 atrav\u00e9s desta que comunicamos com o mundo e este se comunica connosco, desenvolvendo assim a nossa identidade, os nossos sentimentos, a compreens\u00e3o do mundo que est\u00e1 \u00e0 nossa volta, os v\u00ednculos sociais, as interac\u00e7\u00f5es intra e inter \u2013 pessoais e, n\u00e3o esquecendo, o modo como manifestamos os nossos anseios e necessidades.<\/p>\n<p>Defini\u00e7\u00e3o de Deficiencia Auditiva<br \/>\nA defici\u00eancia auditiva, trivialmente conhecida como surdez, consiste na perda parcial ou total da capacidade de ouvir, isto \u00e9, um indiv\u00edduo que apresente um problema auditivo.<\/p>\n<p>\u00c9 considerado surdo todo o individuo cuja audi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 funcional no dia-a-dia, e considerado parcialmente surdo todo aquele cuja capacidade de ouvir, ainda que deficiente, \u00e9 funcional com ou sem pr\u00f3tese auditiva.<br \/>\nA defici\u00eancia auditiva \u00e9 uma das defici\u00eancias contempladas e integradas nas necessidades educativas especiais (n.e.e.); necessidades pelas quais a Escola tanto proclama.<\/p>\n<p>Qual a diferen\u00e7a entre surdez e defici\u00eancia auditiva?<br \/>\nPor vezes, as pessoas confundem surdez com defici\u00eancia auditiva. Por\u00e9m, estas duas no\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem ser encaradas como sin\u00f3nimos.<br \/>\nA surdez, sendo de origem cong\u00e9nita, \u00e9 quando se nasce surdo, isto \u00e9, n\u00e3o se tem a capacidade de ouvir nenhum som. Por consequ\u00eancia, surge uma s\u00e9rie de dificuldades na aquisi\u00e7\u00e3o da linguagem, bem como no desenvolvimento da comunica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPor sua vez, a defici\u00eancia auditiva \u00e9 um d\u00e9fice adquirido, ou seja, \u00e9 quando se nasce com uma audi\u00e7\u00e3o perfeita e que, devido a les\u00f5es ou doen\u00e7as, a perde. Nestas situa\u00e7\u00f5es, na maior parte dos casos, a pessoa j\u00e1 aprendeu a se comunicar oralmente. Por\u00e9m, ao adquirir esta defici\u00eancia, vai ter de aprender a comunicar de outra forma.<br \/>\nEm certos casos, pode-se recorrer ao uso de aparelhos auditivos ou a interven\u00e7\u00f5es cir\u00fargicas (dependendo do grau da defici\u00eancia auditiva) a fim de minimizar ou corrigir o problema.<\/p>\n<p>Tipos de defici\u00eancia auditiva<br \/>\n\u2022 Defici\u00eancia Auditiva Condutiva<br \/>\n\u2022 Defici\u00eancia Auditiva Sens\u00f3rio-Neural<br \/>\n\u2022 Defici\u00eancia Auditiva Mista<br \/>\n\u2022 Defici\u00eancia Auditiva Central \/ Disfun\u00e7\u00e3o Auditiva Central \/ Surdez Central<br \/>\nDefici\u00eancia Auditiva Condutiva<\/p>\n<p>A perda de audi\u00e7\u00e3o condutiva afecta, na maior parte das vezes, todas as frequ\u00eancias do som. Contudo, por outro lado, n\u00e3o se verifica uma perda de audi\u00e7\u00e3o severa.<br \/>\nEste tipo de perda de capacidade auditiva pode ser causada por doen\u00e7as ou obstru\u00e7\u00f5es existentes no ouvido externo ou no ouvido interno. A surdez condutiva pode ter origem numa les\u00e3o da caixa do t\u00edmpano ou do ouvido m\u00e9dio.<br \/>\n\u00c9 vulgar nos adultos a perda de audi\u00e7\u00e3o condutiva, devido ao dep\u00f3sito de cer\u00famen (cera) no canal auditivo externo. Nas crian\u00e7as, a otite m\u00e9dia, uma inflama\u00e7\u00e3o do ouvido m\u00e9dio, \u00e9 a causa mais comum de perda de audi\u00e7\u00e3o condutiva.<\/p>\n<p>Defici\u00eancia Auditiva<\/p>\n<p>Sens\u00f3rio-Neural<br \/>\nA perda de audi\u00e7\u00e3o neurossensorial resulta de danos provocados pelas c\u00e9lulas sensoriais auditivas ou no nervo auditivo. Este tipo de perda pode dever-se a um problema heredit\u00e1rio num cromossoma, assim como, pode ser causado por les\u00f5es provocadas durante o nascimento ou por les\u00f5es provocadas no feto em desenvolvimento, tal como acontece quando uma gr\u00e1vida contrai rub\u00e9ola.<br \/>\nA sujei\u00e7\u00e3o a ru\u00eddos excessivos e persistentes aumenta a press\u00e3o numa parte do ouvido interno \u2013 o labirinto \u2013 e pode resultar numa perda de audi\u00e7\u00e3o neurossensorial. Essa perda pode variar entre ligeira e profunda. Nestes casos, o recurso \u00e0 amplifica\u00e7\u00e3o do som pode n\u00e3o solucionar o problema, uma vez que \u00e9 poss\u00edvel que se verifique distor\u00e7\u00e3o do som.<\/p>\n<p>Defici\u00eancia Auditiva Mista<br \/>\nNa defici\u00eancia auditiva mista verifica-se, conjuntamente, uma les\u00e3o do aparelho de transmiss\u00e3o e de recep\u00e7\u00e3o, ou seja, quer a transmiss\u00e3o mec\u00e2nica das vibra\u00e7\u00f5es sonoras, quer a sua transforma\u00e7\u00e3o em percep\u00e7\u00e3o est\u00e3o afectadas\/perturbadas.<br \/>\nEsta defici\u00eancia ocorre quando h\u00e1 altera\u00e7\u00e3o na condu\u00e7\u00e3o do som at\u00e9 ao \u00f3rg\u00e3o terminal sensorial ou do nervo auditivo. A surdez mista ocorre quando h\u00e1 ambas as perdas auditivas: condutivas e neurossensoriais.<\/p>\n<p>Defici\u00eancia Auditiva Central \/ Disfun\u00e7\u00e3o Auditiva Central \/ Surdez Central<br \/>\nA defici\u00eancia auditiva Central, Disfun\u00e7\u00e3o Auditiva Central ou Surdez Central n\u00e3o \u00e9, necessariamente, acompanhada de uma diminui\u00e7\u00e3o da sensibilidade auditiva. Contudo manifesta-se por diferentes graus de dificuldade na percep\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o das quaisquer informa\u00e7\u00f5es sonoras. Este tipo de defici\u00eancia \u00e9 determinado por uma altera\u00e7\u00e3o nas vias centrais da audi\u00e7\u00e3o. Tal, decorre de altera\u00e7\u00f5es nos mecanismos de processamento da informa\u00e7\u00e3o sonora no tronco cerebral, ou seja, no Sistema Nervoso Central.<\/p>\n<p>Classifica\u00e7\u00e3o BIAP<br \/>\n(Bureau International d\u2019Audiophonologic)<br \/>\nGraus de surdez:<br \/>\n\u2013 Leve \u2013 entre 20 e 40 dB<br \/>\n\u2013 M\u00e9dia \u2013 entre 40 e 70 dB<br \/>\n\u2013 Severa \u2013 entre 70 e 90 dB<br \/>\n\u2013 Profunda \u2013 mais de 90 dB<br \/>\n\u2022 1\u00ba Grau: 90 dB<br \/>\n\u2022 2\u00ba Grau: entre 90 e 100 dB<br \/>\n\u2022 3\u00ba Grau: mais de 100 dB<\/p>\n<p>Como minimizar o problema da defici\u00eancia auditiva?<br \/>\nOs progressos tecnol\u00f3gicos dos \u00faltimos tempos t\u00eam sido pontos bastante rent\u00e1veis para as pessoas que apresentam falhas auditivas.<br \/>\nPor\u00e9m, quanto mais cedo se iniciar o tratamento para estes indiv\u00edduos, tamb\u00e9m melhor ser\u00e3o os resultados, uma vez que quanto mais cedo se iniciar a estimula\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro, melhor ser\u00e1 o seu desenvolvimento.<br \/>\nPara minimizar o problema da defici\u00eancia auditiva, as pessoas podem recorrer a dois m\u00e9todos:<br \/>\n\u2022 m\u00e9todo oralista<br \/>\n\u2022 m\u00e9todo gestualista<br \/>\nOu ainda\u2026<br \/>\n\u2022Pr\u00f3tese auditivas<br \/>\n\u2022 Equipamentos aut\u00f3nomos de amplifica\u00e7\u00e3o por frequ\u00eancia modulada<\/p>\n<p>M\u00e9todo Oralista e M\u00e9todo Gestualista<br \/>\nExistem dois m\u00e9todos fundamentais para melhorar um tratamento na pessoa deficiente auditiva:<br \/>\n\u2022 O m\u00e9todo oralista, que somente se baseia na aquisi\u00e7\u00e3o de linguagem oral, sem interven\u00e7\u00e3o de gestos estruturados.<br \/>\n\u2022 O m\u00e9todo gestualista que, para al\u00e9m de um ensino de linguagem oral, ainda apresenta um sistema estruturado de gestos. Este \u00faltimo baseia-se na defesa da linguagem gestual.<\/p>\n<p>Pr\u00f3teses auditivas e outros equipamentos<br \/>\nAinda que, por muito cedo a pessoa portadora de defici\u00eancia auditiva comece a usar pr\u00f3teses auditivas, estas v\u00e3o intervir com o seu auto-reconhecimento, com a sua imagem pessoal, afastando-a simbolicamente da comunidade surda, ainda que a l\u00edngua gestual possa ser a sua l\u00edngua materna. As pr\u00f3teses auditivas, por serem aparelhos vis\u00edveis e facilmente detect\u00e1veis \u00e0 observa\u00e7\u00e3o directa, far\u00e3o com que o indiv\u00edduo tenha de se adaptar a esta nova realidade, para assim se integrar de uma melhor forma na sociedade.<br \/>\nContudo, nem sempre isto \u00e9 conseguido, uma vez que a maior parte das pessoas rejeitam estes aparelhos.<br \/>\nAs pr\u00f3teses auditivas s\u00e3o aparelhos que servem para ampliar o som. Contudo, \u00e9 atrav\u00e9s do uso e do treino auditivo especializado que se v\u00e3o conseguindo alcan\u00e7ar alguns resultados.<br \/>\nToda esta tecnologia que tem vindo a ser falada ao longo dos tempos, tem, gradualmente, vindo a ajudar as pessoas deficientes auditivas, permitindo-nos tamb\u00e9m dispor de alguns aparelhos de amplifica\u00e7\u00e3o de sons s\u00e3o bastante \u00fateis.<\/p>\n<p>Existem ainda os equipamentos aut\u00f3nomos de amplifica\u00e7\u00e3o por frequ\u00eancia modulada, que transmitem o sinal sonoro mediante ondas de alta-frequ\u00eancia.<br \/>\nEstes equipamentos evitam interfer\u00eancias, reduzem o ru\u00eddo ambiente e eliminam o problema de dist\u00e2ncia entre interlocutores.<br \/>\nPara o treino da terapia da fala existem amplificadores de bandas de frequ\u00eancia mais especializados, que possuem filtros de frequ\u00eancia que deixam passar somente as frequ\u00eancias que a terapeuta quer trabalhar no momento. Ainda para os surdos mais profundos, pode aplicar-se a tecnologia de tratamento electr\u00f3nico de sons, traduzindo-os em vibra\u00e7\u00f5es, que se percebem pelo tacto.<br \/>\nA n\u00edvel inform\u00e1tico \u00e9 onde se denotam as principais evolu\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento da aprendizagem de um surdo. Os computadores est\u00e3o suficientemente preparados e avan\u00e7ados, de tal forma que estes possuem uma grande capacidade de motiva\u00e7\u00e3o para os alunos. A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 bidireccional e cada computador pode adaptar-se ao ritmo de trabalho de cada aluno. A correc\u00e7\u00e3o dos exerc\u00edcios \u00e9 imediata e possui ainda um grande poder de simula\u00e7\u00e3o de fen\u00f3menos f\u00edsicos.<br \/>\nO diagn\u00f3stico que inicialmente se faz \u00e0 pessoa deficiente auditiva vai depender muito de alguns factores, tais como: o grau de surdez, o momento em que aparece e em que \u00e9 detectada a defici\u00eancia e at\u00e9 mesmo do pr\u00f3prio indiv\u00edduo.<br \/>\nEm alguns casos, o grau de surdez \u00e9 t\u00e3o profundo que temos que recorrer a implantes cocleares, com resultados muito prometedores. Os implantes cocleares s\u00e3o aparelhos auditivos com um componente interno introduzido no ouvido interno (atrav\u00e9s de uma opera\u00e7\u00e3o) e de um outro, externo, semelhante a uma pr\u00f3tese auricular, ligada a um processador. A coloca\u00e7\u00e3o desta pr\u00f3tese faz-se atrav\u00e9s de uma interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica.<br \/>\nO resultado deste implante \u00e9 positivo, visto a qualidade do tom de voz melhorar, a fala torna-se mais r\u00edtmica, h\u00e1 uma melhor habilidade de produzir fonemas e uma melhor frequ\u00eancia das verbaliza\u00e7\u00f5es. As pessoas apresentam, ainda, melhor aten\u00e7\u00e3o e concentra\u00e7\u00e3o, mais interesse a falar, fazem menos barulho em casa e conseguem identificar sons ambientais.<br \/>\nAo contr\u00e1rio do que \u00e9 pensado por muitas pessoas, nunca se deve falar alto na presen\u00e7a destas pessoas, pois de nada vai adiantar. O docente dever\u00e1 falar pausada e distintamente, para que o indiv\u00edduo compreenda o que est\u00e1 a ser dito. N\u00e3o nos devemos esquecer que estas pessoas utilizam muitas vezes a leitura labial. Portanto, enquanto est\u00e1 a falar, dever\u00e1 posicionar-se sempre \u00e0 sua frente.<\/p>\n<p>O Deficiente auditivo e a Sociedade\u2026<br \/>\nDurante muitos anos, os indiv\u00edduos portadores de defici\u00eancias eram considerados pela sociedade como sendo aberra\u00e7\u00f5es da natureza. Estes eram consequentemente associados \u00e0 imagem do diabo e a actos de feiti\u00e7aria por serem diferentes dos restantes membros da sociedade.<br \/>\nAs persegui\u00e7\u00f5es, os julgamentos e at\u00e9 mesmo as mortes foram, na Idade M\u00e9dia, a forma \u201cmais eficaz\u201d de resolver estes problemas.<br \/>\nAs pessoas com defici\u00eancias auditivas n\u00e3o fugiram \u00e0 regra, sendo v\u00edtimas de muitas destas persegui\u00e7\u00f5es, uma vez que eram vistas como pessoas diferentes e, portanto, incompreens\u00edveis aos olhos de quem as rodeava.<br \/>\nPor\u00e9m, a partir do s\u00e9c. XX, os portadores de defici\u00eancias passam a ser vistos como cidad\u00e3os com direitos e deveres de participa\u00e7\u00e3o na sociedade, mas sob uma \u00f3ptica assistencial e caritativa.<br \/>\nA primeira directriz pol\u00edtica dessa nova vis\u00e3o aparece em 1948 com a Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos. \u201cTodo ser humano tem direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.\u201d<br \/>\nA partir de ent\u00e3o, v\u00e1rios foram os progressos que se fizeram nesse mesmo sentido, at\u00e9 que nos encontramos, actualmente, perante uma mentalidade muito mais aberta, justa, \u2026<\/p>\n<p>Todas as defici\u00eancias:<br \/>\nSendo portador de uma defici\u00eancia, posso participar em actividades culturais, desportivas ou recreativas?<br \/>\nSim, uma vez que s\u00e3o actividades a que todos t\u00eam direito e constituem uma necessidade como meio de ocupa\u00e7\u00e3o qualificada de tempos livres, de aumento dos n\u00edveis de integra\u00e7\u00e3o social e de reabilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quais os desportos que um deficiente pode praticar?<br \/>\nQualquer desporto ou modalidade desportiva pode ser praticado(a) por qualquer pessoa portadora de defici\u00eancia(s), seja qual for a defici\u00eancia.<br \/>\nPoder\u00e1 escolher qualquer modalidade desde que se sinta com capacidade para a praticar, ainda que com o apoio de uma ajuda t\u00e9cnica ou de um dispositivo de compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Paralisia Cerebral<\/p>\n<p>Defini\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>A Paralisia Cerebral \u00e9 uma doen\u00e7a do foro neurol\u00f3gico que afeta as fun\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas do ser humano (fala, postura, movimento).<\/p>\n<p>Existem v\u00e1rios tipos de Paralisia Cerebral: esp\u00e1stica (em que o movimento \u00e9 dif\u00edcil); atet\u00f3sica (o movimento \u00e9 descontrolado e involunt\u00e1rio); at\u00e1xica (o equil\u00edbrio e a sensibilidade profunda s\u00e3o anormais); mista (uma combina\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios tipos).<\/p>\n<p>Causas \/ Sintomas e Sinais:<\/p>\n<p>A Paralisia Cerebral \u00e9 provocada por uma les\u00e3o no c\u00e9rebro e no sistema nervoso ocorrida antes do nascimento; durante o parto ou depois do nascimento (pouco depois do nascimento).<\/p>\n<p>Os sintomas variam consoante a \u00e1rea de extens\u00e3o da les\u00e3o, podendo incluir: tiques; perturba\u00e7\u00e3o da marcha; espasmos; convuls\u00f5es e fraco t\u00f3nus muscular.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da motricidade, a Paralisia Cerebral tamb\u00e9m pode afectar a vis\u00e3o, a audi\u00e7\u00e3o, a intelig\u00eancia e a fala.<\/p>\n<p>Diagn\u00f3stico:<\/p>\n<p>A necessidade de um diagn\u00f3stico precoce prende-se com o facto de dar in\u00edcio \u00e0 terapia o mais cedo poss\u00edvel.<\/p>\n<p>A Paralisia Cerebral pode manifestar-se logo \u00e0 nascen\u00e7a ou mais tarde. Em caso de suspeita deve-se consultar um neurologista pedi\u00e1trico a fim de determinar a extens\u00e3o e localiza\u00e7\u00e3o da les\u00e3o cerebral, de forma a colocar de parte outras doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Tratamento m\u00e9dico:<\/p>\n<p>O tratamento deve envolver uma equipa de profissionais ao n\u00edvel da sa\u00fade: Fisioterapeutas; Terapeutas da Fala e Terapeutas Ocupacionais; um Psic\u00f3logo; um Ortopedista e um Neurologista.<\/p>\n<p>A Paralisia Cerebral n\u00e3o tem cura, o objectivo do tratamento m\u00e9dico \u00e9 ajudar a crian\u00e7a a conseguir uma maior independ\u00eancia poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Alguns exemplos:<\/p>\n<p>as convuls\u00f5es podem ser controladas por medicamentos;<\/p>\n<p>o tratamento ortop\u00e9dico pode incluir talas, canadianas e aparelhos diversos que possam evitar contracturas e outras deforma\u00e7\u00f5es dos bra\u00e7os e pernas;<\/p>\n<p>a cirurgia ortop\u00e9dica pode ser tamb\u00e9m uma op\u00e7\u00e3o cortando m\u00fasculos e tend\u00f5es contra\u00eddos (permitindo a sua distens\u00e3o) ou unindo determinados ossos (de modo a estabilizar as articula\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p>Este tipo de cirurgias pode permitir \u00e0 crian\u00e7a um melhor equil\u00edbrio e andar.<\/p>\n<p>Ensino-Aprendizagem:<\/p>\n<p>O Processo Ensino-Aprendizagem deve ser organizado e estruturado de forma a privilegiar o desenvolvimento geral da crian\u00e7a ou jovem com Paralisia Cerebral.<\/p>\n<p>Deve existir uma equipa de profissionais que trabalhem no sentido de suprimir as dificuldades da crian\u00e7a ou jovem.<\/p>\n<p>A crian\u00e7a\/jovem com paralisia cerebral deve beneficiar de \u00e1reas que possibilitem e auxiliem o seu desenvolvimento, tais como:<\/p>\n<p>\u2013         Terapia da Fala \u2013 Para elevar a capacidade de express\u00e3o oral e de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013         Terapia Ocupacional \u2013 De forma a desenvolver aptid\u00f5es \u00fateis que lhes permitam desempenhar tarefas de rotina.<\/p>\n<p>\u2013         Psicomotricidade \u2013 Para melhorar a adapta\u00e7\u00e3o ao mundo exterior, atrav\u00e9s do dom\u00ednio do equil\u00edbrio; controle da inibi\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria e da responsabilidade; consci\u00eancia do corpo; efic\u00e1cia das diversas coordena\u00e7\u00f5es globais e segment\u00e1rias; organiza\u00e7\u00e3o do esquema corporal; orienta\u00e7\u00e3o espacial; etc.<\/p>\n<p>\u2013         Apoio Psicol\u00f3gico \u2013 Para acompanhar a crian\u00e7a\/jovem durante o Processo Ensino-Aprendizagem ao n\u00edvel psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>\u2013         Fisioterapia \u2013 Atrav\u00e9s da utiliza\u00e7\u00e3o do exerc\u00edcio e t\u00e9cnicas de relaxamento; para ensinar a caminhar com o aux\u00edlio de canadianas muletas e outros aparelhos (como cadeira de rodas); para auxiliar a rotina di\u00e1ria da crian\u00e7a ou jovem.<\/p>\n<p>\u2013         \u00c1reas de Express\u00e3o \u2013 A Dan\u00e7a e M\u00fasica podem auxiliar as crian\u00e7as ou jovens a elevarem a sua coordena\u00e7\u00e3o, desenvolverem o t\u00f3nus e for\u00e7a muscular, autoconfian\u00e7a, etc. As actividades de Express\u00e3o Pl\u00e1stica, como a Pintura podem ajudar no desenvolvimento da motricidade, comunica\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n<p>\u2013         Actividades Aqu\u00e1ticas \u2013 O contacto com a \u00e1gua ou realiza\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios dentro de \u00e1gua auxiliam um melhor funcionamento do sistema circulat\u00f3rio, respirat\u00f3rio, fortalecimento dos m\u00fasculos, aumento do equil\u00edbrio, relaxamento muscular, diminui\u00e7\u00e3o de espasmos, aumento da amplitude de movimentos, etc.<\/p>\n<p>\u2013         Massagens \u2013 Aliviam espasmos e reduzem contrac\u00e7\u00f5es musculares.<\/p>\n<p>\u2013         Inform\u00e1tica \u2013 A utiliza\u00e7\u00e3o do computador pode ajudar ao n\u00edvel da comunica\u00e7\u00e3o, assim como ao n\u00edvel da motricidade fina.<\/p>\n<p>\u2013         Atividades da Vida Di\u00e1ria \u2013 Para trabalhar a higiene, seguran\u00e7a, entre outros.<\/p>\n<p>A crian\u00e7a ou jovem com Paralisia Cerebral pode estar integrada no Ensino Regular ou Especial. Contudo, a crian\u00e7a\/jovem deve beneficiar numa primeira inst\u00e2ncia de uma Estimula\u00e7\u00e3o Global e s\u00f3 posteriormente de uma Inicia\u00e7\u00e3o Acad\u00e9mica.<\/p>\n<p>O trabalho realizado pelos t\u00e9cnicos (Professor, Educadora, Psic\u00f3loga, Terapeutas, etc.), assim como a integra\u00e7\u00e3o de todas as \u00e1reas acima mencionadas dever\u00e3o procurar elevar o n\u00edvel Cognitivo; Autonomia Pessoal e Social; Comunica\u00e7\u00e3o; Psicomotor; S\u00f3cio-Afectivo; assim como desenvolver a \u00e1rea Sensorial-Perceptiva.<\/p>\n<p>Encarregados de Educa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>Os Encarregados de Educa\u00e7\u00e3o podem proporcionar um ambiente que estimule a aprendizagem e a explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ajudando no exerc\u00edcio f\u00edsico regular; no desenvolvimento de h\u00e1bitos de higiene; utiliza\u00e7\u00e3o de materiais e utens\u00edlios que auxiliem a crian\u00e7a\/jovem com Paralisia Cerebral (tais como: talheres especiais, auxiliares para vestu\u00e1rio, escovas de dentes pr\u00f3prias, entre outros).<\/p>\n<p>A Paralisia Cerebral \u00e9 uma doen\u00e7a que dura toda a vida e geralmente requer uma adapta\u00e7\u00e3o e uma forma\u00e7\u00e3o no sentido de atingir a auto-sufici\u00eancia.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que exista um trabalho conjunto entre T\u00e9cnicos e Encarregados de Educa\u00e7\u00e3o, proporcionando uma diversidade de \u00e1reas, no sentido de desenvolver e elevar as capacidades gerais da crian\u00e7a\/jovem com Paralisia Cerebral, assim como a sua qualidade de vida.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Gilson de Souza DANIEL<br \/>\nFonte: Prof. Pedro Santos\/Internet<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gilson de Souza DANIEL (Cascavel Pr Brazil) Qual o significado da palavra \u201cdefici\u00eancia\u201d? 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