{"id":728,"date":"2023-08-09T07:52:26","date_gmt":"2023-08-09T10:52:26","guid":{"rendered":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/?p=728"},"modified":"2023-08-09T07:52:27","modified_gmt":"2023-08-09T10:52:27","slug":"a-educacao-de-pessoas-surdas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/?p=728","title":{"rendered":"A educa\u00e7\u00e3o de pessoas surdas no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Gilson de Souza Daniel     (Cascavel &#8211; Pr &#8211; Brazil)<\/p>\n<p>In\u00e1cio Jordan de Lisboa Silva, nascido em 3 de fevereiro de 1992 em S\u00e3o Paulo, mas criado em Luzil\u00e2ndia-Piau\u00ed, poeta, tem experi\u00eancias como professor em cursinhos populares e \u00e9 defensor da metodologia freiriana.<\/p>\n<p>Formado em Letras pela Universidade Nove de Julho, P\u00f3s-Graduado em Libras pela Faculdade Paulista S\u00e3o Jos\u00e9 e P\u00f3s-Graduando em Libras Tradutor e Int\u00e9rprete pela Faculdade XV de Agosto.<\/p>\n<p>Trabalhou como orientador de p\u00fablico at\u00e9 o final de 2021 no Instituto Moreira Sales em S\u00e3o Paulo. Atualmente \u00e9 professor de Arte, Cultura e Educa\u00e7\u00e3o Patrimonial em Luzil\u00e2ndia-PI.<\/p>\n<p>Se algu\u00e9m te perguntar quantas l\u00ednguas s\u00e3o faladas hoje no Brasil, o que voc\u00ea responderia?<\/p>\n<p>Provavelmente, a resposta autom\u00e1tica seria &#8220;uma, o portugu\u00eas.&#8221;.<\/p>\n<p>Mas ao afirmarmos isso, estamos ignorando n\u00e3o s\u00f3 as 274 l\u00ednguas ind\u00edgenas faladas ainda hoje, mas tamb\u00e9m a L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras).<\/p>\n<p>A Libras \u00e9 a primeira l\u00edngua das pessoas surdas no Brasil, e \u00e9 por meio dela que elas aprendem a se comunicar. Entretanto,  por essa l\u00edngua n\u00e3o ser expressa atrav\u00e9s da oralidade, muitas vezes esquecemos de sua exist\u00eancia, e, consequentemente, desconsideramos a comunica\u00e7\u00e3o de 5% das pessoas no Brasil.1<\/p>\n<p>Para as(os) ouvintes, os sons t\u00eam grande import\u00e2ncia na comunica\u00e7\u00e3o, pois por meio deles podemos acentuar entona\u00e7\u00e3o, humor, sentimento&#8230;<\/p>\n<p>Mas essas marcas de inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o exclusivas da oralidade. Todas essas sensa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o exprimidas a partir de express\u00f5es faciais, na forma como movemos as m\u00e3os, como mexemos o corpo ou como fazemos determinado sinal.<\/p>\n<p>O que difere as l\u00ednguas de sinais das oralizadas \u00e9, principalmente, o som. Aspectos associados \u00e0 gram\u00e1tica, \u00e0 estrutura e complexidade da l\u00edngua tamb\u00e9m fazem parte de sua constru\u00e7\u00e3o, e inclusive foram esses os argumentos utilizados para que a L\u00edngua Brasileira de Sinais fosse reconhecida como uma l\u00edngua oficial do Brasil.<\/p>\n<p>Para entender o processo de educa\u00e7\u00e3o formal para as pessoas surdas no Brasil \u00e9 preciso voltar a 1822, em Paris, quando nasceu Eduard Huet, que aos doze anos ficou surdo em decorr\u00eancia das sequelas de sarampo. Por ser membro de uma fam\u00edlia da nobreza, Huet sempre teve acesso \u00e0s melhores institui\u00e7\u00f5es de ensino, como o Instituto Nacional de Surdos de Paris, escola onde viria a dar aula. Dom Pedro II conhecia o trabalho de Eduard e tinha interesse em fundar uma escola para atender a popula\u00e7\u00e3o surda no Brasil, assim, o professor veio morar no Rio de Janeiro em 1855, a convite do pr\u00f3prio imperador, e fundou o Coll\u00e9gio Nacional Para Surdos-Mudos \u2013 atual Instituto Nacional de Educa\u00e7\u00e3o de Surdos \u2013 INES. Naquela \u00e9poca, a l\u00edngua de sinais utilizada no instituto tinha influ\u00eancia francesa, por conta de seu fundador.<\/p>\n<p>Num per\u00edodo em que a discrimina\u00e7\u00e3o contra as pessoas surdas era pr\u00e1tica comum, e que o lugar social destinado a elas era o da incompet\u00eancia ou marginalidade, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que a cria\u00e7\u00e3o do Coll\u00e9gio Nacional representou um progresso para a comunidade surda da \u00e9poca.<\/p>\n<p>Assim, a l\u00edngua de sinais vinha aos poucos ganhando espa\u00e7o no Brasil e no mundo, at\u00e9 sofrer um retrocesso com o Segundo Congresso de Mil\u00e3o, em 1880. Este foi um evento organizado pela Pereira Society, uma funda\u00e7\u00e3o criada por Jacob Rodrigues (1715-1786), educador e grande defensor do oralismo. Nessa \u00e9poca havia uma valoriza\u00e7\u00e3o da l\u00edngua falada e a l\u00edngua de sinais era vista como involu\u00e7\u00e3o da linguagem. O evento foi formado por um grupo de mais de 160 educadoras e educadores, quase todos ouvintes, que tinham o objetivo de emancipar m\u00e9todos de educa\u00e7\u00e3o para pessoas surdas. O congresso chegou a oito diretrizes que, de modo geral, defendiam a oraliza\u00e7\u00e3o de pessoas surdas, refor\u00e7ando no\u00e7\u00f5es como a superioridade da oraliza\u00e7\u00e3o e desqualifica\u00e7\u00e3o ou exclus\u00e3o da l\u00edngua de sinais.<\/p>\n<p>A comunidade surda sofreu muito com as consequ\u00eancias dessas orienta\u00e7\u00f5es, uma vez que suas demandas n\u00e3o foram acolhidas e suas l\u00ednguas n\u00e3o foram respeitadas. Tais pr\u00e1ticas e concep\u00e7\u00f5es prejudicaram a forma\u00e7\u00e3o regular de muitas crian\u00e7as em todo o mundo, j\u00e1 que eram impedidas de usar a l\u00edngua de sinais. Al\u00e9m do oralismo, mais duas correntes filos\u00f3ficas de ensino para surdas e surdos tamb\u00e9m se destacam: comunica\u00e7\u00e3o total e bilinguismo.<\/p>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o total consiste em adotar quaisquer ferramentas que possam ajudar na troca de informa\u00e7\u00f5es, como m\u00edmica ou leitura labial. Essa metodologia passou a ganhar destaque a partir da d\u00e9cada de 60, ap\u00f3s pesquisas confirmarem a inefic\u00e1cia do oralismo.<\/p>\n<p>Na pintura, o aluno sente a vibra\u00e7\u00e3o das cordas do professor e tenta reproduzir as mesmas vibra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nas d\u00e9cadas de 80 e 90, percebe-se que a l\u00edngua de sinais deveria ser usada emancipadamente da l\u00edngua oral, destacando-se, ent\u00e3o, o bilinguismo. Nessa corrente, (as)os estudantes s\u00e3o livres para usarem e desenvolverem a Libras \u2013 no caso do Brasil \u2013 , pois para esse grupo a l\u00edngua de sinais \u00e9 sua l\u00edngua materna, enquanto o portugu\u00eas \u00e9 desenvolvido na forma escrita como segunda l\u00edngua.<\/p>\n<p>Mesmo com todos os entraves que a comunidade surda sofreu, ela seguiu lutando por seus direitos e pela legitima\u00e7\u00e3o de sua l\u00edngua prim\u00e1ria. Uma das grandes vit\u00f3rias do movimento ocorreu em 2002, quando a Libras (L\u00edngua Brasileira de Sinais) foi reconhecida como l\u00edngua e meio de comunica\u00e7\u00e3o legal da popula\u00e7\u00e3o surda. Por meio da lei n\u00b010.426, tornou-se oficial o atendimento a pessoas surdas em empresas e concession\u00e1rias de servi\u00e7os p\u00fablicos, o que possibilitou o acesso desse grupo a universidades e instituiu a obrigatoriedade do ensino de Libras em alguns cursos de Ensino Superior.<\/p>\n<p>Provavelmente, grande parte das professoras e professores que tem em sua sala de aula estudantes surdas e surdos precisar\u00e1 pensar em pr\u00e1ticas bil\u00edngues, buscando alfabetiz\u00e1-las(los) em l\u00edngua portuguesa como segunda l\u00edngua. Assim, \u00e9 necess\u00e1rio desenvolver estrat\u00e9gias que acolham e contemplem o contato com a escrita, tendo como objetivo incluir esse grupo, mas sempre respeitando a Libras como sua l\u00edngua materna.<\/p>\n<p>Dispon\u00edvel em: https:\/\/curitiba.ifpr.edu.br\/menu-academico\/libras\/ &#8211; acesso 05\/04\/2022<\/p>\n<p>Aprender o alfabeto manual e ensinar \u00e0s demais educandas e educandos, pensar atividades que envolvam ilustra\u00e7\u00f5es, levar v\u00eddeos com legenda em portugu\u00eas, ter o cuidado de nunca virar as costas \u00e0(ao) aluna(o) surda(o), j\u00e1 que grande parte de sua comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 visual e espacial, e ter sensibilidade ao corrigir provas escritas, focando na coer\u00eancia do texto, s\u00e3o estrat\u00e9gias que podem fazer esta(estes) estudantes sentir inserida(o) no contexto escolar.<\/p>\n<p>\u00c9 comprovado que o bilinguismo \u00e9 a forma mais adequada para o ensino de pessoas surdas, pois tem tanto a l\u00edngua de sinais estimulada quanto a l\u00edngua portuguesa. Entretanto, \u00e9 bastante dif\u00edcil p\u00f4r em pr\u00e1tica essa metodologia em todas as regi\u00f5es do Brasil, sobretudo se pensarmos em pequenos munic\u00edpios distantes de capitais, onde n\u00e3o h\u00e1 universidade ou o investimento \u00e9 pouco para assistir essa popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E o que faz professoras(es) quando n\u00e3o h\u00e1 apoio institucional para mediar o conhecimento junto a estudantes surdas(os)? O mais importante \u00e9 que se entenda que a Libras \u00e9 uma l\u00edngua com suas peculiaridades, regionalismos e estrutura. Se formos fazer uma associa\u00e7\u00e3o com a L\u00edngua Portuguesa que tem seu l\u00e9xico constitu\u00eddo pelo conjunto de palavras, na Libras isso acontece com o conjunto de sinais e, a partir do seu l\u00e9xico, \u00e9 poss\u00edvel estudar a morfologia, a sem\u00e2ntica e a sintaxe.<\/p>\n<p>Existem tamb\u00e9m par\u00e2metros que fazem parte da gram\u00e1tica da Libras para que se possa entender como se constitui um sinal, sendo os 5 principais:<\/p>\n<p>Configura\u00e7\u00e3o de m\u00e3o (C.M): a forma como a m\u00e3o ou as m\u00e3os devem estar para construir um sinal.<br \/>\nPonto de articula\u00e7\u00e3o (P.A): onde a m\u00e3o deve estar para construir um sinal, se junto ao  corpo, ou n\u00e3o.<br \/>\nOrienta\u00e7\u00e3o (O): em qual dire\u00e7\u00e3o a palma da m\u00e3o deve estar: para cima, para baixo, para os lados, para frente ou para tr\u00e1s.<br \/>\nMovimento (M): se o sinal precisa de um movimento ou n\u00e3o.<br \/>\nExpress\u00e3o facial ou corporal (E): se o sinal precisa de aux\u00edlio de uma express\u00e3o ou movimento do corpo.<\/p>\n<p>Esses par\u00e2metros s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia para o ensino de Libras, pois diferentes utiliza\u00e7\u00f5es de algum deles pode mudar totalmente o significado do sinal. Entretanto, nem todos os sinais s\u00e3o formados a partir de todos os par\u00e2metros.<\/p>\n<p>Ainda sobre a estrutura da Libras temos dois tipos de sinais: os ic\u00f4nicos, que s\u00e3o aqueles facilmente traduzidos por ter uma associa\u00e7\u00e3o com a l\u00edngua portuguesa ou com seu pr\u00f3prio significado; e os arbitr\u00e1rios, que n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o nenhuma com o portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Uma forma de a(o) educadora(or) adaptar-se \u00e0s estruturas da Libras \u00e9 assistindo programas que tenham int\u00e9rprete (a TV Cultura tem uma vasta programa\u00e7\u00e3o com int\u00e9rprete de Libras), fazer cursos (atualmente muitas plataformas disponibilizam cursos gratuitos de Libras, como a Universidade de S\u00e3o Paulo) ou assistir canais inclusivos como o Tv INES (Instituto Nacional de Educa\u00e7\u00e3o de Surdos) no YouTube.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 fundamental ser sens\u00edvel no que diz respeito \u00e0s din\u00e2micas de sala de aula, a exemplo de avalia\u00e7\u00f5es na modalidade escrita, atentando-se para o fato de que a l\u00edngua portuguesa ser\u00e1 sempre a segunda l\u00edngua da pessoa surda, seja ela oralizada ou n\u00e3o. Estudantes n\u00e3o podem ser exclu\u00eddas(os) por n\u00e3o terem a l\u00edngua oral.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Gilson de Souza DANIEL<br \/>\nFonte:Educa\u00e7\u00e3o do futuro.org\/Internet<br \/>\nRefer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas\/<\/p>\n<p>CARVALHO, J. Rodrigo. L\u00edngua de Sinais Brasileira e Breve Hist\u00f3rico da Educa\u00e7\u00e3o Surda. PORTAL EDITORA ARARA AZUL, EDI\u00c7\u00c3O 07-2. Dispon\u00edvel em: https:\/\/editora-arara-azul.com.br\/site\/edicao\/61.  Acesso em: 05 de abr 2022.<\/p>\n<p>NASCIMENTO, Henrique. UNINASSAU, 2018. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.uninassau.edu.br\/noticias\/educacao-de-surdos-entenda-os-desafios-no-brasil. Acesso em: 05 de abr de 2022.<\/p>\n<p>CEZAR, P. L. Priscila; ALMEIDA, G. P. LUIZ. O Congresso de Mil\u00e3o.LIBRAS, 2017. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.libras.com.br\/congresso-de-milao. Acesso em: 05 de abr de 2022.<\/p>\n<p>BOGAS, V. Jo\u00e3o. A Hist\u00f3ria da Libras, a L\u00edngua Brasileira de Sinais HAND TALK . Dispon\u00edvel em: https:\/\/blog.handtalk.me\/historia-lingua-de-sinais\/. Acesso em 05 de abr de 2022.<\/p>\n<p>Material de apoio<\/p>\n<p>SILVA, Eduardo Dias da. Sequ\u00eancia did\u00e1tica para aquisi\u00e7\u00e3o de portugu\u00eas como segunda l\u00edngua para estudantes surdos: uma proposta. Entrepalavras, Fortaleza, v. 6, p. 168-181, jan.\/jun. 2016.<\/p>\n<p>http:\/\/repositorio.ufc.br\/bitstream\/riufc\/24351\/1\/2016_art_edsilva.pdf<\/p>\n<p>Santos, Vanessa Silveira Moraes. Sequ\u00eancia did\u00e1tica bil\u00edngue envolvendo o g\u00eanero textual situa\u00e7\u00e3o-problema de matem\u00e1tica [manuscrito] \/ Vanessa Silveira Moraes Santos &#8211; 2018. 47f.; il<\/p>\n<p>https:\/\/repositorio.ifg.edu.br\/bitstream\/prefix\/453\/2\/produto_Vanessa%20Silveira%20Moraes%20Santos.pdf<\/p>\n<p>Nadal, Paula. O desafio de ensinar L\u00edngua Portuguesa a alunos surdos. Nova Escola. 01 de dezembro de 2010.<\/p>\n<p>https:\/\/novaescola.org.br\/conteudo\/1533\/o-desafio-de-ensinar-lingua-portuguesa-a-alunos-surdos<\/p>\n<p>Orienta\u00e7\u00f5es curriculares e proposi\u00e7\u00e3o de expectativas de aprendizagem para Educa\u00e7\u00e3o Infantil e Ensino Fundamental: L\u00edngua Portuguesa para pessoa surda. Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, 112 p\u00e1gs., 2008.<\/p>\n<p>Orienta\u00e7\u00f5es curriculares e proposi\u00e7\u00e3o de expectativas de aprendizagem: L\u00edngua Brasileira de Sinais &#8211; LIBRAS. Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo, 128 p\u00e1gs., 2008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gilson de Souza Daniel (Cascavel &#8211; Pr &#8211; Brazil) In\u00e1cio Jordan de Lisboa Silva, nascido em 3 de fevereiro de 1992 em S\u00e3o Paulo, mas criado em Luzil\u00e2ndia-Piau\u00ed, poeta, tem experi\u00eancias como professor em cursinhos populares e \u00e9 defensor da &hellip; <a href=\"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/?p=728\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-728","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/728","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=728"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/728\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":729,"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/728\/revisions\/729"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=728"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=728"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=728"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}