{"id":855,"date":"2023-09-07T05:13:07","date_gmt":"2023-09-07T08:13:07","guid":{"rendered":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/?p=855"},"modified":"2023-09-07T05:13:08","modified_gmt":"2023-09-07T08:13:08","slug":"sistema-braille-lingua-de-sinais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/?p=855","title":{"rendered":"Sistema Braille &#8211; Lingua de Sinais"},"content":{"rendered":"<p>Gilson de Souza DANIEL     (Cascavel &#8211; Pr &#8211; Brazil)<\/p>\n<p>O Braille \u00e9 um sistema de escrita e leitura t\u00e1til, em alto-relevo, utilizado por pessoas cegas ou com baixa vis\u00e3o. O m\u00e9todo foi criado em 1824, na Fran\u00e7a, por Louis Braille, jovem que ficou cego aos tr\u00eas anos de idade.<\/p>\n<p>Importante ferramenta de inclus\u00e3o social, o Braille chegou ao Brasil em 1850, trazido por Jos\u00e9 \u00c1lvares de Azevedo, idealizador do Instituto Benjamin Constant.<\/p>\n<p>Como \u00e9 o Braille?<\/p>\n<p>O sistema Braille \u00e9 formado por seis pontos, posicionados em duas fileiras paralelas de tr\u00eas pontos cada. O c\u00f3digo permite at\u00e9 63 varia\u00e7\u00f5es. No Brasil, o sistema \u00e9 adaptado para a l\u00edngua portuguesa desde 2002.<\/p>\n<p>Braille \u00e9 um sistema de escrita e leitura t\u00e1til em alto-relevo.<\/p>\n<p>A escrita em Braille \u00e9 realizada com o reglete, r\u00e9gua especial com duas linhas e janelas de seis furos, que correspondem \u00e0s celas do c\u00f3digo; e os pontos s\u00e3o feitos com o pun\u00e7\u00e3o, material semelhante a um estilete.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m a escrita por m\u00e1quina de escrever espec\u00edfica para o Braille (Perkins ou Tetra Point) e por programas de computador.<\/p>\n<p>A escrita em Braille \u00e9 feita, da direita para a esquerda, pelos pontos criados com o pun\u00e7\u00e3o. Para ler, a pessoa vira a folha e utiliza o relevo formado no verso.<\/p>\n<p>Em resumo, a leitura em Braille \u00e9 feita da esquerda para a direita, j\u00e1 a escrita \u00e9 da direita para a esquerda.<\/p>\n<p>O alfabeto Braille divide-se em letras prim\u00e1rias (de A at\u00e9 J), e as demais s\u00e3o varia\u00e7\u00f5es. Conhe\u00e7a o alfabeto:<br \/>\nFonte: Manual \u2013 Grafia Braille para a l\u00edngua portuguesa (MEC)<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria do Braille<\/p>\n<p>O sistema Braille foi criado por Louis Braille, franc\u00eas que ficou cego ainda na inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Braille estudou na primeira escola para cegos do mundo, o Instituto Real para Jovens Cegos, onde os alunos aprendiam por repeti\u00e7\u00e3o dos sons e por poucos materiais suplementares compostos por letras em relevo \u2014 o m\u00e9todo Valentin Hauy.<\/p>\n<p>Sentindo a necessidade de um m\u00e9todo que facilitasse a alfabetiza\u00e7\u00e3o e a aprendizagem de pessoas cegas, dando autonomia ao estudante, Louis Braille passou a adaptar para sua realidade o m\u00e9todo da leitura noturna ou sonografia, c\u00f3digo criado por Charles Barbier de la Serre, capit\u00e3o de artilharia do ex\u00e9rcito franc\u00eas. A t\u00e9cnica original consistia no uso de pontilhados em alto-relevo para soldados corresponderem-se em segredo, no escuro.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo De la Serre, apesar de \u00fatil ao ser adaptado para cegos, tinha limita\u00e7\u00f5es, como sua complexidade de memoriza\u00e7\u00e3o e o fato de n\u00e3o permitir a soletra\u00e7\u00e3o das palavras.<\/p>\n<p>Louis Braille criou, ent\u00e3o, seu pr\u00f3prio m\u00e9todo de leitura e escrita para cegos utilizando papel de maior gramatura, que possibilitava a marca\u00e7\u00e3o dos pontos e criava o relevo necess\u00e1rio para ser identificado pelo tato.<\/p>\n<p>Apesar de criado em 1824, apenas em 1843 \u00e9 que o Braille foi aceito no Instituto Real para Jovens Cegos, onde, at\u00e9 ent\u00e3o, o m\u00e9todo utilizado eram as letras em relevo de Valentin Hauy.<\/p>\n<p>O sistema Braille foi oficializado pelo governo franc\u00eas em 1854, dois anos ap\u00f3s a morte de seu criador.<\/p>\n<p>Braille no Brasil<\/p>\n<p>O Braille foi trazido ao Brasil por Jos\u00e9 \u00c1lvares de Azevedo, ent\u00e3o com 16 anos, filho do escritor Manuel \u00c1lvares de Azevedo.<\/p>\n<p>Sem uma escola para pessoas cegas em territ\u00f3rio brasileiro, Azevedo foi mandado a Paris para estudar no Instituto Real para Jovens Cegos, onde conheceu o m\u00e9todo criado por Louis Braille.<\/p>\n<p>Em 1850, ao retornar para o Brasil, Jos\u00e9 \u00c1lvares Azevedo decidiu criar uma escola para pessoas cegas, utilizando o Braille como m\u00e9todo de aprendizagem.<\/p>\n<p>Fez palestras sobre a import\u00e2ncia do sistema, demonstrou a efici\u00eancia da leitura t\u00e1til na autonomia de estudo, e mobilizou esfor\u00e7os para a cria\u00e7\u00e3o de uma institui\u00e7\u00e3o de ensino.<\/p>\n<p>Os esfor\u00e7os de Jos\u00e9 \u00c1lvares para a alfabetiza\u00e7\u00e3o de cegos surpreenderam Dom Pedro II, o que resultou na cria\u00e7\u00e3o do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, atual Instituto Benjamin Constant. O jovem foi o primeiro professor cego e o primeiro educador especializado no ensino de pessoas cegas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Apesar de dar aulas para cegos e conseguir levar em frente sua ideia de uma escola espec\u00edfica para pessoas portadoras da cegueira, Jos\u00e9 morreu antes que o Imperial Instituto dos Meninos Cegos estivesse em funcionamento.<\/p>\n<p>Com sua iniciativa de trazer o Braille para o Brasil, o pa\u00eds tornou-se o primeiro da Am\u00e9rica Latina a adotar o sistema criado na Fran\u00e7a.<br \/>\nInclus\u00e3o no Brasil<\/p>\n<p>Outra figura importante para a dissemina\u00e7\u00e3o do Braille no Brasil foi Dorina Nowill<\/p>\n<p>. A educadora e ativista ficou cega na adolesc\u00eancia e, desde ent\u00e3o, lutou pelo acesso de pessoas com cegueira e baixa vis\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e pela inclus\u00e3o social delas.<\/p>\n<p>Dorina Nowill desenvolveu um m\u00e9todo de educa\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as cegas e, com isso, conseguiu que fosse criado o I Curso de Especializa\u00e7\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o de Cegos na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Como parte de suas a\u00e7\u00f5es, Nowill criou a Funda\u00e7\u00e3o para o Livro do Cego no Brasil, atual Funda\u00e7\u00e3o Dorina Nowill.<\/p>\n<p>No Brasil existem projetos de distribui\u00e7\u00e3o gratuita de livros e materiais em Braille para pessoas cegas e com baixa vis\u00e3o. Por ser uma impress\u00e3o que demanda mais recursos e tem um custo mais alto, a tiragem ainda \u00e9 menor do que a necessidade do p\u00fablico-alvo. A maior parte da distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pelo Instituto Benjamin Constant e pela Funda\u00e7\u00e3o Dorina Nowill para Cegos.<\/p>\n<p>Import\u00e2ncia do Braille<\/p>\n<p>A ado\u00e7\u00e3o do Braille no dia a dia permite que a pessoa cega tenha autonomia n\u00e3o s\u00f3 na aprendizagem mas tamb\u00e9m na locomo\u00e7\u00e3o para diferentes lugares. Por isso, a utiliza\u00e7\u00e3o do c\u00f3digo em placas, elevadores e escadas \u00e9 t\u00e3o importante para a acessibilidade.<\/p>\n<p>O Braille \u00e9 o sistema mais completo para as pessoas cegas, j\u00e1 que abrange a literatura, matem\u00e1tica, inform\u00e1tica, m\u00fasica e tantas outras \u00e1reas. Permitir o acesso ao ensino do Braille para a popula\u00e7\u00e3o cega ou com baixa vis\u00e3o \u00e9 incluir tais indiv\u00edduos na sociedade e garantir a eles seus direitos fundamentais, uma vez que ter acesso a transporte, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais dif\u00edcil em um mundo voltado para o visual.<\/p>\n<p>A fim de lembrar a import\u00e2ncia do sistema e promover a\u00e7\u00f5es para a inclus\u00e3o social de pessoas cegas, o 4 de janeiro foi escolhido como o Dia Mundial do Braille. A data faz refer\u00eancia ao anivers\u00e1rio de nascimento de Louis Braille.<\/p>\n<p>Como aprender Braille?<\/p>\n<p>A aprendizagem do sistema Braille exige da pessoa no\u00e7\u00f5es de espa\u00e7o, profundidade, coordena\u00e7\u00e3o motora, memoriza\u00e7\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o t\u00e1til. Para quem deseja aprender Braille, \u00e9 importante conhecer como s\u00e3o formadas as celas, quais os principais pontos, o alfabeto e os s\u00edmbolos mais comuns.<\/p>\n<p>Pessoas que enxergam podem aprender mais em cursos como o Braille Virtual, oferecido pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) de forma on-line e gratuita.<\/p>\n<p>O YouTube tamb\u00e9m tem canais com aulas b\u00e1sicas sobre o sistema Braille. Nesses v\u00eddeos, o usu\u00e1rio pode ver, na pr\u00e1tica, como funcionam os pontos do c\u00f3digo, o uso de reglete e pun\u00e7\u00e3o, e conferir dicas para o aprendizado.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Gilson de Souza DANIEL<br \/>\nFonte: Prepara Enem\/Internet<br \/>\nPor: Lorraine Vilela<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gilson de Souza DANIEL (Cascavel &#8211; Pr &#8211; Brazil) O Braille \u00e9 um sistema de escrita e leitura t\u00e1til, em alto-relevo, utilizado por pessoas cegas ou com baixa vis\u00e3o. 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