{"id":873,"date":"2023-09-10T04:26:06","date_gmt":"2023-09-10T07:26:06","guid":{"rendered":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/?p=873"},"modified":"2023-09-10T04:27:04","modified_gmt":"2023-09-10T07:27:04","slug":"mobilidade-e-transporte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/?p=873","title":{"rendered":"Mobilidade e Transporte"},"content":{"rendered":"<p>CLEOdomira Soares dos Santos  (Cascavel &#8211; Pr &#8211; Brazil)<\/p>\n<p>Diferentemente de outros temas a acessibilidade nos transportes, e a mobilidade das pessoas com<br \/>\ndefici\u00eancia e pessoas com mobilidade reduzida, foi um tema originalmente inserido na agenda pol\u00edtica nacional muito mais por press\u00e3o da sociedade civil do que por iniciativa governamental.<\/p>\n<p>Press\u00e3o e atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do movimento de pessoas com defici\u00eancia parida na tens\u00e3o entre o Modelo M\u00e9dico e o Modelo Social da Defici\u00eancia.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o nas conquistas da mobilidade e da acessibilidade das pessoas com defici\u00eancia \u00e9 manifesta\u00e7\u00e3o da vit\u00f3ria, que n\u00e3o consideremos completa e nem definitiva, do Modelo Social da Defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Muita \u00e1gua passou por baixo da ponte, avan\u00e7os e recuos aconteceram.<\/p>\n<p>Mas, o que foi conquistado, passo a passo tem sido consolidado. Considero a mais significativa prova disso, a contribui\u00e7\u00e3o de nosso pa\u00eds para a elabora\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o Internacional sobre os Direitos das Pessoas com defici\u00eancia, da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas e sua posterior ratifica\u00e7\u00e3o pelo Brasil, um dos primeiros pa\u00edses a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Posteriormente, mas fundamentado nisso, o lan\u00e7amento pelo Governo Federal, do Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia, Viver Sem Limite.<\/p>\n<p>O primeiro do Brasil, um dos poucos, infelizmente, do mundo, plano de governo para o estabelecimento de pol\u00edticas p\u00fablicas intersetoriais e transversais de aten\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Destaco desse Plano a Rede de Cuidados \u00e0 Sa\u00fade da Pessoa com Defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Que a t\u00edtulo de conhecimento, apresento suas Diretrizes, plenamente alinhadas com os princ\u00edpios do Modelo Social da Defici\u00eancia:<\/p>\n<p>S\u00e3o diretrizes da Rede:<\/p>\n<p>I &#8211; Respeito aos direitos humanos, garantindo a autonomia e a liberdade das pessoas;<\/p>\n<p>II &#8211; Promo\u00e7\u00e3o da equidade, reconhecendo os determinantes sociais da sa\u00fade;<\/p>\n<p>III \u2013 Enfrentamento aos estigmas e preconceitos, promovendo o respeito pela diferen\u00e7a e pela aceita\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia;<\/p>\n<p>IV &#8211; Garantia do acesso e da qualidade dos servi\u00e7os, ofertando cuidado integral e assist\u00eancia multiprofissional, sob a l\u00f3gica interdisciplinar;<\/p>\n<p>V &#8211; Aten\u00e7\u00e3o humanizada e centrada nas necessidades das pessoas;<\/p>\n<p>VI &#8211; Diversifica\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias de cuidado;<\/p>\n<p>VII- Desenvolvimento de atividades no territ\u00f3rio, que favore\u00e7am a inclus\u00e3o social com vistas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de autonomia e ao exerc\u00edcio da cidadania;<\/p>\n<p>VIII- \u00canfase em servi\u00e7os de base territorial e comunit\u00e1ria, com participa\u00e7\u00e3o e controle social dos usu\u00e1rios e de seus familiares;<\/p>\n<p>IX &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os em rede de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade regionalizada, com estabelecimento de a\u00e7\u00f5es intersetoriais para garantir a integralidade do cuidado;<\/p>\n<p>X &#8211; Promo\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de educa\u00e7\u00e3o permanente; e<\/p>\n<p>XI &#8211; Desenvolvimento da l\u00f3gica do cuidado para pessoas com defici\u00eancia f\u00edsica, auditiva, intelectual, visual, ostomia e m\u00faltiplas defici\u00eancias, tendo como eixo central a constru\u00e7\u00e3o do projeto terap\u00eautico singular;<\/p>\n<p>XII- Desenvolvimento de pesquisa cl\u00ednica e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica em reabilita\u00e7\u00e3o, articuladas \u00e0s a\u00e7\u00f5es do Centro Nacional em Tecnologia Assistiva (MCT).<\/p>\n<p>Pessoas com Vulnerabilidade na Mobilidade<\/p>\n<p>O tema do cotidiano, na mobilidade e transportes das pessoas com defici\u00eancia, tem sido frequentemente abordado pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o, geralmente com car\u00e1ter de den\u00fancia das condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias que essas pessoas, e tamb\u00e9m as pessoas idosas e outros grupos sociais, s\u00e3o submetidos na tentativa do exerc\u00edcio ao direito \u00e0s cidades.<\/p>\n<p>No sentido de ampliarmos as discuss\u00f5es sobre o assunto, e principalmente para inseri-lo na correnteza e no conjunto da problem\u00e1tica do transporte p\u00fablico e da mobilidade urbana abordaremos o direito ao transporte sob o ponto de vista da plena mobilidade das pessoas que chamaremos de pessoas com vulnerabilidade na mobilidade, com foco nas pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Certamente, como ponto de partida e compreens\u00e3o, nosso olhar parte dos conceitos de defici\u00eancia e de acessibilidade contidos na Lei Brasileira de Inclus\u00e3o, assim como os conceitos de Funcionalidade contidos na Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Funcionalidade, CIF.<\/p>\n<p>O corpo com limita\u00e7\u00f5es e o ambiente limitante.<\/p>\n<p>Segundo a LBI:<\/p>\n<p>Considera-se pessoa com defici\u00eancia aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza f\u00edsica, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em intera\u00e7\u00e3o com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participa\u00e7\u00e3o plena e efetiva na sociedade em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com as demais pessoas.<\/p>\n<p>Segundo a CIF:<\/p>\n<p>No novo modelo da CIF, haver\u00e1 a oportunidade de registrar os impedimentos de car\u00e1ter pessoal e as dificuldades ambientais. Em outras palavras, a partir da CIF \u00e9 poss\u00edvel reconhecer as dificuldades do indiv\u00edduo e aquelas pertinentes ao ambiente em que ele vive, constituindo um sistema de medidas capaz de avaliar os ganhos no processo de reabilita\u00e7\u00e3o e as mudan\u00e7as em dire\u00e7\u00e3o a uma sociedade inclusiva.<\/p>\n<p>Vamos ent\u00e3o refletir sobre o direito \u00e0 acessibilidade compreendendo que esta n\u00e3o \u00e9, nem poderia ser, apenas acesso a locais e\/ou a informa\u00e7\u00f5es, mas o acesso a direitos sociais.<\/p>\n<p>Pessoas Idosas<\/p>\n<p>Segundo a Funda\u00e7\u00e3o Sistema Estadual de An\u00e1lise de Dados &#8211; SEADE, nas pr\u00f3ximas duas d\u00e9cadas a popula\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo vai ter um ritmo mais acelerado de envelhecimento. Com a taxa de natalidade em redu\u00e7\u00e3o e a expectativa aumentando na capital paulista, o n\u00famero de idosos vai dobrar na cidade.<\/p>\n<p>O \u00edndice de envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, que relaciona o grupo de pessoas com mais de 60 anos de idade em compara\u00e7\u00e3o a jovens com menos de 15 anos vai dobrar entre 2010 e 2030. De 6 idosos para cada 10 jovens, em 2010, para 12 idosos a cada 10 jovens em 2030. Em 2050 a propor\u00e7\u00e3o ser\u00e1 ainda maior: ser\u00e3o 21 idosos para cada 10 jovens.<\/p>\n<p>A partir de 2027, S\u00e3o Paulo ter\u00e1 mais idosos do que jovens morando na cidade.<\/p>\n<p>Mobilidade em cadeia<\/p>\n<p>Um conceito importante que deve ser considerado na obten\u00e7\u00e3o de transporte acess\u00edvel para as pessoas com defici\u00eancia e para as pessoas com mobilidade reduzida, PMR, \u00e9 o da &#8220;cadeia de viagem&#8221; (Ling Suen et al, 1998)<\/p>\n<p>Uma viagem t\u00edpica consiste em muitas \u201cliga\u00e7\u00f5es\u201d, (por exemplo, casa para o ponto de \u00f4nibus, ponto de \u00f4nibus para ve\u00edculo, utiliza\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo, atendimento no ve\u00edculo, ve\u00edculo para ponto de \u00f4nibus de destino, ponto de \u00f4nibus para entrada do local de destino ou para outro modal)<\/p>\n<p>Se uma \u00fanica dessas liga\u00e7\u00f5es na cadeia n\u00e3o estiver acess\u00edvel para as pessoas com defici\u00eancia e para as PMR, a viagem geralmente se torna imposs\u00edvel. Nos projetos de transporte, cada liga\u00e7\u00e3o na cadeia de viagem precisa ser considerada, projetada ou melhorada conforme as necessidades e particularidades desse p\u00fablico.<\/p>\n<p>Ao se focar em apenas uma parte da cadeia (por exemplo, nos ve\u00edculos de transporte p\u00fablico acess\u00edveis), sem considerar outras partes da cadeia (por exemplo, a cal\u00e7ada at\u00e9 para a parada do \u00f4nibus) n\u00e3o ser\u00e1 assegurado, de fato, a provis\u00e3o de transporte para todas as pessoas.<\/p>\n<p>Fa\u00e7o quest\u00e3o de reafirmar a import\u00e2ncia da mobilidade em cadeia por dois motivos:<\/p>\n<p>\u00c9 um tema completamente menosprezado pelo gestor de transporte;<br \/>\n\u00c9 absolutamente indispens\u00e1vel! Sem mobilidade em cadeia, ou mobilidade universal, n\u00e3o fica assegurado de fato, o direito de ir e vir das pessoas com defici\u00eancia e pessoas com mobilidade reduzida.<\/p>\n<p>Nesse sentido insiro aqui mais um texto, este extra\u00eddo do Relat\u00f3rio Mundial Sobre as Pessoas com Defici\u00eancia que diz o seguinte:<\/p>\n<p>O Relat\u00f3rio Mundial sobre a Defici\u00eancia da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS e Banco Mundial, 2011) foca a import\u00e2ncia dos servi\u00e7os de transporte na vida das pessoas com defici\u00eancia. De acordo com esse relat\u00f3rio \u201cOs transportes possibilitam o acesso independente ao emprego, ensino, sa\u00fade e \u00e0s atividades sociais e recreativas.<\/p>\n<p>Sem transportes acess\u00edveis, \u00e9 mais prov\u00e1vel que as pessoas com defici\u00eancia sejam exclu\u00eddas dos servi\u00e7os p\u00fablicos e do conv\u00edvio social\u201d.<\/p>\n<p>O Relat\u00f3rio fala, ainda, na import\u00e2ncia de \u201cassegurar a continuidade ao longo da cadeia de transportes. Para ir de A a B, um passageiro tem que passar por diversas fases, desde descobrir se o seu destino \u00e9 ou n\u00e3o servido por transportes p\u00fablicos, at\u00e9 sair do ve\u00edculo no local certo e depois partir em seguran\u00e7a na dire\u00e7\u00e3o do seu destino final.<\/p>\n<p>Se algum elo da cadeia for quebrado, por exemplo, o passageiro n\u00e3o puder comprar um bilhete autonomamente ou n\u00e3o puder identificar o ve\u00edculo e\/ou o trajeto que pretende usar, a viagem torna-se imposs\u00edvel de realizar sem o apoio de terceiros.<\/p>\n<p>Por isso, o operador que se foca apenas na acessibilidade da sua frota, n\u00e3o produzir\u00e1 um sistema acess\u00edvel, as pessoas com mobilidade reduzida continuar\u00e3o a ser exclu\u00eddas\u201d.<\/p>\n<p>Sem a efetiva implementa\u00e7\u00e3o do conceito de Mobilidade em Cadeia as pessoas com defici\u00eancia e as pessoas com mobilidade reduzida continuar\u00e3o pessoas com vulnerabilidade na mobilidade!<\/p>\n<p>\u201cTransporte individual motorizado\u201d<\/p>\n<p>Na cidade de S\u00e3o Paulo entre janeiro de 2013 e junho de 2018 foram dispensadas pela rede municipal de sa\u00fade 1644 cadeiras de rodas motorizadas criando um pequeno, por\u00e9m muito interessante impacto na mobilidade de pessoas com defici\u00eancia na cidade.<\/p>\n<p>Estudo de caso<\/p>\n<p>Dna. Iracy Alves, moradora do Bairro do Campo Limpo, periferia de S\u00e3o Paulo, teve sempre uma vida ativa, trabalhava, estudava, cuidava das filhas e tinha uma vida social intensa. Ap\u00f3s um diagn\u00f3stico de Esclerose Lateral Amiotr\u00f3fica ELA, e com a progress\u00e3o dessa doen\u00e7a, passou a ter uma vida restrita ao lar, dependendo exclusivamente do Servi\u00e7o Atende para sair de casa e acessar alguns servi\u00e7os, dentre os quais do de sa\u00fade. Dna Iracy solicitou e recebeu, ap\u00f3s tr\u00e2mites de praxe, uma cadeira de rodas motorizada. Por\u00e9m, mesmo com esse equipamento fornecido pelo SUS, que \u00e9 de \u00f3tima qualidade, ela n\u00e3o conseguia chegar ao ponto de \u00f4nibus pr\u00f3ximo \u00e0 sua casa, pois inexistia qualquer condi\u00e7\u00e3o de acessibilidade nas cal\u00e7adas entre sua casa e o ponto de \u00f4nibus mais pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o chegou \u00e0 S\u00e3o Paulo Transportes, SPTRANS, empresa p\u00fablica que gerencia o transporte municipal sobre pneus.<\/p>\n<p>Por iniciativa dessa empresa, em parceria com a Subprefeitura do Campo Limpo e com a Companhia de Engenharia de Tr\u00e1fego, CET, foi realizado projeto de requalifica\u00e7\u00e3o de todo o trajeto de liga\u00e7\u00e3o entre a resid\u00eancia de Dna. Iracy e o ponto de \u00f4nibus mais pr\u00f3ximo, cerca de 100 metros. O que incluiu constru\u00e7\u00e3o de pisos e guias rebaixadas, elimina\u00e7\u00e3o de degraus, multas e campanhas para o n\u00e3o estacionamento de ve\u00edculos nas cal\u00e7adas, sinaliza\u00e7\u00e3o de travessias etc.<\/p>\n<p>Hoje Dna. Iracy consegue chegar com autonomia e seguran\u00e7a ao ponto de \u00f4nibus mais pr\u00f3ximo, de onde pode acessar v\u00e1rias linhas de \u00f4nibus para diferentes locais da cidade.<\/p>\n<p>Essa a\u00e7\u00e3o deu origem ao Programa SPTRANS de Microacessibilidade.<\/p>\n<p>Microacessibilidade<\/p>\n<p>O conceito de acessibilidade frequentemente \u00e9 associado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de deslocamento oferecidas \u00e0s pessoas com defici\u00eancia. No entanto, de maneira geral, est\u00e1 relacionado \u00e0 facilidade de aproxima\u00e7\u00e3o a um destino desejado com seguran\u00e7a e conforto.<\/p>\n<p>O termo microacessibilidade tamb\u00e9m passa por algumas varia\u00e7\u00f5es de uso. Segundo o engenheiro, soci\u00f3logo e doutor em Ci\u00eancia Pol\u00edtica, Eduardo Alc\u00e2ntara de Vasconcellos, uma das formas de avaliar a microacessibilidade diz tamb\u00e9m respeito ao tempo de acesso ao destino final desejado.<\/p>\n<p>\u201cQuanto menor este tempo, melhor \u00e9 a microacessibilidade, uma vez que a pessoa atinge mais rapidamente o destino desejado ap\u00f3s deixar o ve\u00edculo que a transporta ou, ao contr\u00e1rio, atinge mais rapidamente o ve\u00edculo que a transportar\u00e1 para um novo destino, ap\u00f3s deixar a origem na qual se encontrava\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEntender o direito de ir e vir nas cidades do s\u00e9culo XXI requer uma an\u00e1lise que v\u00e1 al\u00e9m da vis\u00e3o da engenharia de tr\u00e1fego e da circula\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos nas vias.<\/p>\n<p>Ela envolve rela\u00e7\u00f5es complexas entre o cidad\u00e3o e os sistemas de transportes dispon\u00edveis, do uso e a ocupa\u00e7\u00e3o do solo urbano e principalmente da configura\u00e7\u00e3o espacial do meio urbano\u201d.<\/p>\n<p>\u00c0 guisa de conclus\u00e3o<\/p>\n<p>Com os recursos utilizados para a constru\u00e7\u00e3o de um viaduto na cidade de S\u00e3o Paulo, seria poss\u00edvel construir 800 polos de microacessibilidade.<\/p>\n<p>Com os recursos utilizados para o recapeamento asf\u00e1ltico em um ano seria poss\u00edvel construir 2000 polos de microacessibilidade.<\/p>\n<p>Ou seja, a partir do momento que o gestor p\u00fablico, e tamb\u00e9m a sociedade civil, vislumbrarem a import\u00e2ncia do investimento na mobilidade do pedestre com acessibilidade, seguran\u00e7a e conforto, em interconex\u00e3o com o transporte p\u00fablico, nossas cidades se tornar\u00e3o mais humanizadas e inclusivas.<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: CLEOdomira Soares dos Santos<br \/>\nFonte: Tuca Munhoz=Consultor especializado em acessibilidade. Assessor na empresa S\u00e3o Paulo Transportes &#8211; SPTRANS para assuntos de mobilidade e acessibilidade para as pessoas com defici\u00eancia e pessoas com mobilidade reduzida. Atuou como secret\u00e1rio adjunto da Secretaria Municipal da Pessoa com Defici\u00eancia e Mobilidade Reduzida de S\u00e3o Paulo, (2012\/2015); presidente da Comiss\u00e3o Permanente de Acessibilidade, CPA, (2012\/2015); coordenador da Pastoral da Pessoa com Defici\u00eancia da Arquidiocese de S\u00e3o Paulo (2006\/2013); coordenador do Foro Nacional de Coordenadorias e Secretaria da Pessoa com Defici\u00eancia, (2012\/2014). Consultor associado ao Est\u00fadio + 1 Arquitetura, Mobilidade e Urbanismo.<br \/>\nA Acessibilidade e a Mobilidade como Condi\u00e7\u00f5es de Acesso a Direitos<\/p>\n<p>Bibliografia<br \/>\nORGANIZA\u00c7\u00c3O DAS NA\u00c7\u00d5ES UNIDAS. Conven\u00e7\u00e3o Sobre os Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia. Nova York. 2012.<\/p>\n<p>GOVERNO FEDERAL. Secretaria de Direitos Humanos. Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia \u2013 Viver Sem Limite. Bras\u00edlia.  2012<\/p>\n<p>CONGRESSO NACIONAL. Lei Brasileira de Inclus\u00e3o &#8211; Lei Federal 13.146\/16. Bras\u00edlia. 2012.<\/p>\n<p>RELAT\u00d3RIO MUNDIAL SOBRE A DEFICI\u00caNCIA. Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade, Banco Mundial. Nova York. 2012<\/p>\n<p>PLANO MUNICIPAL DE MOBILIDADE URBANA DE S\u00c3O PAULO &#8211; Decreto Municipal 56.834\/16. S\u00e3o Paulo. 2016.<\/p>\n<p>PROGRAMA DE METAS DA CIDADE DE S\u00c3O PAULO 2017\/2020. Prefeitura Municipal de S\u00e3o Paulo. S\u00e3o Paulo. 2016<\/p>\n<p>C\u00d3DIGO DE CONDUTA E INTEGRIDADE DA S\u00c3O PAULO Transportes \u2013 SPTRANS. S\u00e3o Paulo. 2018<\/p>\n<p>Plano Diretor Estrat\u00e9gico da Cidade de S\u00e3o Paulo &#8211; Lei Municipal 16.050\/14. S\u00e3o Paulo. 2014<\/p>\n<p>ESTATUTO DO PEDESTRE &#8211; Lei Municipal 16.673\/17. Prefeitura de S\u00e3o Paulo. S\u00e3o Paulo. 2017.<\/p>\n<p>ESTATUTO DO IDOSO &#8211; Lei Federal 10.741\/03. Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jur\u00eddicos. Bras\u00edlia. 2003.<\/p>\n<p>FUNDA\u00c7\u00c3O SISTEMA ESTADUAL DE AN\u00c1LISE DE DADOS \u2013 SEADE. Estudo da Popula\u00e7\u00e3o Idosa. S\u00e3o Paulo. 2017.<\/p>\n<p>COMISS\u00c3O PERMANENTE DE ACESSIBILIDADE, Resolu\u00e7\u00e3o 019\/2014 Secretaria Municipal das Pessoas com Defici\u00eancia. S\u00e3o Paulo. 2014.<\/p>\n<p>ASSOCIA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA DE NORMAS T\u00c9CNICAS. ABNT. NBRs 9050, 9077, 13435, 14718, 15097, 15599, 15097, 16537, 313, 14022.<\/p>\n<p>MINIST\u00c9RIO DA SA\u00daDE. Coordenadoria de Sa\u00fade da Pessoa com Defici\u00eancia. Rede de Cuidados \u00e0s Pessoas com Defici\u00eancia no \u00c2mbito do Sistema \u00danico de Sa\u00fade. Portaria GM. MS. 793 de 24\/04\/12. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Bras\u00edlia. 2012.<\/p>\n<p>Para saber mais<\/p>\n<p>GUIA DE BOAS PR\u00c1TICAS NOS ESPA\u00c7OS P\u00daBLICOS DA CIDADE DE S\u00c3O PAULO, da S\u00e3o Paulo Urbanismo, SPURBANISMO;<br \/>\nRELAT\u00d3RIO 8 PRINC\u00cdPIOS DAS CAL\u00c7ADAS, Construindo Cidades Mais Ativas. WRI Brasil. S\u00e3o Paulo. 2017.<br \/>\nV\u00cdDEO: SA\u00daDE EM TR\u00c2NSITO \u2013 Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz, (FIOCRUZ) Rio de Janeiro. 2016. https:\/\/portal.fiocruz.br\/video-saude-em-transito.<br \/>\nPESQUISAS EM MICROACESSIBILIDADE. https:\/\/www.mobilize.org.br\/midias\/pesquisas\/a-microacessibilidade-na-mobilidade-urbana.pdf. S\u00e3o Paulo. 2013.<br \/>\nESTATUTO DO PEDESTRE. Lei 16.673\/2017. C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo. S\u00e3o Paulo. 2017.<br \/>\nCIDADE AMIGA DO IDOSO. Programa de Metas 2017\/20120. Planeja Sampa. Transformar S\u00e3o Paulo em Cidade Amiga do Idoso. Prefeitura Municipal de S\u00e3o Paulo. Secretaria Municipal de Direitos Humanos. Coordenadoria do Idoso. S\u00e3o Paulo. 2017.<br \/>\nMODELO SOCIAL DA DEFICI\u00caNCIA: Uma Ferramenta Sociol\u00f3gica para a Emancipa\u00e7\u00e3o Social. Tiago Henrique Fran\u00e7a. Universidade de Coimbra. Coimbra. 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CLEOdomira Soares dos Santos (Cascavel &#8211; Pr &#8211; Brazil) Diferentemente de outros temas a acessibilidade nos transportes, e a mobilidade das pessoas com defici\u00eancia e pessoas com mobilidade reduzida, foi um tema originalmente inserido na agenda pol\u00edtica nacional muito mais &hellip; <a href=\"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/?p=873\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[],"class_list":["post-873","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mobilidade-e-transporte"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/873","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=873"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/873\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":876,"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/873\/revisions\/876"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=873"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=873"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=873"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}