{"id":918,"date":"2023-09-17T05:22:33","date_gmt":"2023-09-17T08:22:33","guid":{"rendered":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/?p=918"},"modified":"2023-09-17T05:22:34","modified_gmt":"2023-09-17T08:22:34","slug":"o-alto-desempenho-das-pcds-construcao-civil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/grupogsd.com.br\/blog\/?p=918","title":{"rendered":"O alto desempenho das PCDs constru\u00e7\u00e3o civil"},"content":{"rendered":"<p>Gilson de Souza DANIEL       (Cascavel Pr Brazil)<\/p>\n<p>Pol\u00edticas de a\u00e7\u00e3o afirmativa s\u00e3o cada vez mais comuns no mercado. Ao analisar os \u00edndices de produtividade dos trabalhadores com defici\u00eancia na constru\u00e7\u00e3o civil, por exemplo, fica claro que h\u00e1 motivos de sobra para conceder espa\u00e7o a esses profissionais:<\/p>\n<p>33,3% t\u00eam desempenho acima da m\u00e9dia, enquanto 61,1% est\u00e3o dentro do esperado, como aponta o \u201cEstudo de Viabilidade para Inser\u00e7\u00e3o Segura de Pessoas com Defici\u00eancia na Constru\u00e7\u00e3o Civil\u201d, do SindusCon-SP (Sindicato da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil do Estado de S\u00e3o Paulo) e Seconci-SP (Servi\u00e7o Social da Constru\u00e7\u00e3o Civil do Estado de S\u00e3o Paulo).<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O levantamento tamb\u00e9m avaliou a adequa\u00e7\u00e3o de PCDs (Pessoas com Defici\u00eancia) nas posi\u00e7\u00f5es que ocupam: 88,9% dos entrevistados percebem adapta\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria nas fun\u00e7\u00f5es e no relacionamento com a equipe.<\/p>\n<p>Sobre o relacionamento intra e interpessoal desses colaboradores, 31,8% dos gestores avaliam como \u00f3timo, 59,1% como bom e 9,1% como ruim.<\/p>\n<p>PCDs no mercado de trabalho: desafios al\u00e9m da contrata\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Segundo estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), com base na Pesquisa Nacional de Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNAD Cont\u00ednua) 2022, existem 18,6 milh\u00f5es de pessoas com defici\u00eancia no Brasil \u2013 o equivalente a 8,9% da popula\u00e7\u00e3o com idade superior a dois anos.<\/p>\n<p>A Lei de Cotas para Pessoas com Defici\u00eancia (Lei n\u00ba 8.213) foi aprovada em 1991 e exige a destina\u00e7\u00e3o de 2% das vagas a PCDs em empresas com at\u00e9 200 funcion\u00e1rios, 3% para quadros com 201 a 500 e 4% e 5%, respectivamente, para neg\u00f3cios que t\u00eam 1000 ou a partir de 1001 empregados.<\/p>\n<p>Mesmo assim, os dados do IBGE comprovam que esse grupo tem mais dificuldade no mercado de trabalho. Pessoas com defici\u00eancia (acima dos 14 anos) marcam 26,6% em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o, enquanto os brasileiros sem defici\u00eancia representam 60,7%.<\/p>\n<p>O rendimento m\u00e9dio real de trabalhos das PCDs \u00e9 de R$ 1.860 \u2013 em contrapartida, o sal\u00e1rio m\u00e9dio da popula\u00e7\u00e3o geral \u00e9 de R$ 2.690.<\/p>\n<p>Co-Criadora e Facilitadora do Programa de Gest\u00e3o da Diversidade nas Organiza\u00e7\u00f5es, a advogada Thays Martinez, que \u00e9 deficiente visual e trabalha no Tribunal Regional da 2\u00aa Regi\u00e3o (SP).<\/p>\n<p>Em entrevista ao Valor Econ\u00f4mico, ela declarou que, no geral, o funcion\u00e1rio com defici\u00eancia n\u00e3o sofre preconceito, mas n\u00e3o \u00e9 tratado como os outros: \u201cUma das situa\u00e7\u00f5es problem\u00e1ticas \u00e9 o gestor que n\u00e3o aponta os erros nem d\u00e1 feedback negativo, seja para proteger o funcion\u00e1rio ou por n\u00e3o acreditar em sua capacidade\u201d.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o proposta por empresas de recrutamento e sele\u00e7\u00e3o focadas em pessoas com defici\u00eancia, \u00e9 a sensibiliza\u00e7\u00e3o das equipes diante da humaniza\u00e7\u00e3o e compet\u00eancia desse p\u00fablico.<\/p>\n<p>O investimento na capacita\u00e7\u00e3o dos profissionais tamb\u00e9m \u00e9 importante para o crescimento na carreira.<\/p>\n<p>PCDs na constru\u00e7\u00e3o civil: quanto paga? Com o que trabalhar?<\/p>\n<p>O panorama da constru\u00e7\u00e3o civil para profissionais com defici\u00eancia f\u00edsica ou intelectual aponta um rendimento um pouco mais alto que a m\u00e9dia geral, de R$ 2.003,22 (44 horas semanais).<\/p>\n<p>Um estudo feito pelo SindusCon-SP e Seconci-SP afirma que apenas quatro categorias de defici\u00eancia f\u00edsica ou intelectual n\u00e3o podem ser recrutadas para trabalhar na constru\u00e7\u00e3o civil:<\/p>\n<p>Defici\u00eancia intelectual severa e profunda<br \/>\nDefici\u00eancia f\u00edsica nos membros superiores<br \/>\nDefici\u00eancia visual (cegueira ou baixa vis\u00e3o)<br \/>\nOstomia<\/p>\n<p>Colaboradores com nanismo e defici\u00eancias auditivas s\u00e3o os mais indicados para o trabalho nos canteiros de obras, mas n\u00e3o devem participar de atividades com escavadeiras, gruas, guinchos e guindastes.<\/p>\n<p>Ao analisar a participa\u00e7\u00e3o de profissionais PCD no setor da constru\u00e7\u00e3o de acordo com o cargo, o levantamento identificou que 33,3% dos profissionais PCD s\u00e3o mestres de obras e 16,7% s\u00e3o encarregados de almoxarifado e ajudantes gerais.<\/p>\n<p>Auxiliares administrativos, auxiliares de laborat\u00f3rio tecnol\u00f3gico, carpinteiros, eletricistas, operadores de m\u00e1quina extratora e pedreiros representam 5,6% cada.<\/p>\n<p>Para mais igualdade na constru\u00e7\u00e3o civil, o pr\u00f3prio SindusCon-SP organiza a\u00e7\u00f5es frequentes de conscientiza\u00e7\u00e3o e diversidade a partir da \u00e1rea de Rela\u00e7\u00f5es Capital-Trabalho e Responsabilidade Social, como a participa\u00e7\u00e3o na audi\u00eancia de concilia\u00e7\u00e3o na 7\u00aa Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) em fevereiro de 2022 para apresentar exemplos de inser\u00e7\u00e3o segura de PCDs no setor.<\/p>\n<p>Por que \u00e9 importante contar com pessoas com defici\u00eancia na constru\u00e7\u00e3o civil<\/p>\n<p>As leis 10.098\/2000 e 13.146\/2015 garantem o direito de espa\u00e7os adaptados, seguros e confort\u00e1veis para PCDs ou com mobilidade reduzida.<\/p>\n<p>Novos condom\u00ednios s\u00e3o entregues com recursos destinados a esse grupo, mas ainda h\u00e1 o que melhorar nos projetos de obras, que podem ser particularmente dif\u00edceis em pr\u00e9dios antigos onde \u00e9 necess\u00e1rio transformar estruturas j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>Um pr\u00e9dio com rampas, mas que tem portas e corredores estreitos, por exemplo, n\u00e3o est\u00e1 adaptado corretamente para quem utiliza uma cadeira de rodas.<\/p>\n<p>Outro caso comum \u00e9 a necessidade de unir pisos t\u00e1teis \u00e0s sinaliza\u00e7\u00f5es em braile nas solu\u00e7\u00f5es para deficientes visuais.<\/p>\n<p>Detalhes assim podem n\u00e3o ser claros para profissionais sem defici\u00eancia, mas s\u00e3o elementos que fazem parte do dia a dia das PCDs.<\/p>\n<p>Por isso \u00e9 t\u00e3o importante inclu\u00ed-las nas engrenagens da constru\u00e7\u00e3o civil \u2013 n\u00e3o apenas em cargos operacionais, mas tamb\u00e9m na elabora\u00e7\u00e3o dos projetos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do respeito \u00e0s leis de acessibilidade e o cumprimento do papel do setor na sociedade, a edifica\u00e7\u00e3o acess\u00edvel \u00e9 vista com bons olhos no mercado. Devido ao investimento extra, um im\u00f3vel que cumpre as normas de acessibilidade, de acordo com S\u00e9rgio Yamawaki, engenheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paran\u00e1 (CRA-PR), pode ter valoriza\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 15%.<\/p>\n<p>Release:<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o: Gilson de Souza DANIEL<br \/>\nFonte: mariana.monteiro@hedgehogdigital.co.uk\/Internet<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gilson de Souza DANIEL (Cascavel Pr Brazil) Pol\u00edticas de a\u00e7\u00e3o afirmativa s\u00e3o cada vez mais comuns no mercado. 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